A Preferred Networks, uma startup japonesa de inteligência artificial apoiada pela Toyota, está se preparando para expandir suas operações globalmente. O CEO de pesquisa, Daisuke Okanohara, afirmou que a empresa tem se dedicado nos últimos dez anos a utilizar a IA para resolver problemas do mundo real. Com investimentos significativos da Toyota, que totalizam 10,5 […]
A Preferred Networks, uma startup japonesa de inteligência artificial apoiada pela Toyota, está se preparando para expandir suas operações globalmente. O CEO de pesquisa, Daisuke Okanohara, afirmou que a empresa tem se dedicado nos últimos dez anos a utilizar a IA para resolver problemas do mundo real. Com investimentos significativos da Toyota, que totalizam 10,5 bilhões de ienes (aproximadamente 95,4 milhões de dólares), a Preferred Networks se destaca como uma das poucas unicórnios do Japão, um país onde apenas 0,5% das startups são avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares, segundo um estudo do Fundo Monetário Internacional.
A empresa está envolvida em diversas indústrias, incluindo transporte, saúde e robótica, e possui uma joint venture com a Mitsui & Co. focada em direção autônoma. O CEO da Mitsui, Toru Nishikawa, destacou os desafios do setor de caminhões, como as longas jornadas de trabalho e a escassez de motoristas. Okanohara reconheceu a competitividade do setor automotivo, afirmando que lidar com veículos comuns é uma tarefa complexa devido ao número de empresas que atuam em direção autônoma.
Okanohara também mencionou que, embora a empresa tenha ambições globais, resolver problemas do mundo real com IA demanda mais tempo do que soluções digitais. Nishikawa indicou que a comercialização de tecnologias pode levar de três a cinco anos, começando com pesquisas conjuntas e avaliação de viabilidade. A empresa está atenta a inovações, como a tecnologia da DeepSeek, e planeja desenvolver processadores mais avançados para competir no setor de chips.
Com o objetivo de atrair investidores internacionais, a Preferred Networks está recebendo muitas consultas nas áreas de entretenimento, semicondutores e computação. Nishikawa ressaltou que o mercado global é significativamente maior que o japonês e que a empresa almeja uma oferta pública inicial (IPO) nos próximos três a cinco anos, especialmente quando lançar seus produtos de hardware, como semicondutores.
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