O Cygnus X-1, considerado o buraco negro mais famoso da Via Láctea, foi identificado pela primeira vez em 1964 durante um voo de foguete suborbital. Desde então, surgiram especulações sobre sua natureza. A discussão se intensificou no final da década de 1970, com o lançamento do satélite UHURU, que descobriu 339 estrelas de raios X. […]
O Cygnus X-1, considerado o buraco negro mais famoso da Via Láctea, foi identificado pela primeira vez em 1964 durante um voo de foguete suborbital. Desde então, surgiram especulações sobre sua natureza. A discussão se intensificou no final da década de 1970, com o lançamento do satélite UHURU, que descobriu 339 estrelas de raios X. O Cygnus X-1, que começou sua vida como uma estrela com cerca de 60 vezes a massa do Sol, colapsou há milhares de anos, mas a confirmação de sua identidade como buraco negro ainda gerava dúvidas na comunidade científica.
Em dezembro de 1974, Stephen Hawking e Kip S. Thorne fizeram uma aposta sobre a verdadeira natureza do Cygnus X-1. Hawking acreditava que não era um buraco negro, pois não apresentava sinais típicos, enquanto Thorne defendia que era. A aposta envolvia uma assinatura de revistas: se Thorne vencesse, ganharia uma assinatura da Penthouse, e se Hawking perdesse, receberia uma assinatura de quatro anos da revista Private Eye.
Com o tempo, as evidências começaram a favorecer Thorne. Em 1978, o telescópio Einstein, sucessor do UHURU, foi o primeiro a capturar imagens em raios X, revelando vários candidatos a buracos negros. Thorne relata essa história em seu livro “Agujeros negros y tiempo curvo”, que explora a evolução do conhecimento sobre buracos negros e suas implicações científicas.
Finalmente, em junho de 1990, Hawking reconheceu sua derrota ao validar a aposta com a impressão de seu polegar em tinta. Essa anedota ilustra como a dúvida científica pode fomentar discussões e desafios, refletindo a natureza dinâmica da pesquisa em astrofísica.
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