Em Kibera, um dos maiores bairros de Nairobi, moradores estão utilizando tecnologias digitais para reivindicar melhorias nos serviços públicos, como educação. Essa iniciativa é parte de um movimento mais amplo que busca transformar cidades em ambientes mais inteligentes, conceito que começou a ser explorado há cerca de 50 anos, quando Los Angeles utilizou computadores para […]
Em Kibera, um dos maiores bairros de Nairobi, moradores estão utilizando tecnologias digitais para reivindicar melhorias nos serviços públicos, como educação. Essa iniciativa é parte de um movimento mais amplo que busca transformar cidades em ambientes mais inteligentes, conceito que começou a ser explorado há cerca de 50 anos, quando Los Angeles utilizou computadores para analisar dados demográficos e identificar áreas necessitadas de assistência.
Atualmente, projetos como The Line, em desenvolvimento na Arábia Saudita, e o Map Kibera, no Quênia, exemplificam diferentes abordagens para cidades inteligentes. Enquanto The Line visa criar um espaço urbano sustentável e livre de carros, o Map Kibera permite que os residentes coletem dados sobre a qualidade das escolas e serviços de água, pressionando os formuladores de políticas a agir. Outro exemplo é o aplicativo Kyiv Digital, que fornece alertas de ataques aéreos e informações sobre abrigos e suprimentos médicos para a população de Kiev.
Governos ao redor do mundo estão reconhecendo a importância da tecnologia e das cidades como motores de crescimento, inspirando-se em centros tecnológicos dos Estados Unidos. O grupo BRICS, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, criou um ranking de cidades inteligentes para avaliar seu progresso. No entanto, a pesquisa sobre cidades inteligentes ainda é escassa em muitas regiões, como evidenciado por um estudo recente que analisou a literatura acadêmica em 16 países da África Austral.
Para abordar essa lacuna, a UN-Habitat está desenvolvendo diretrizes para cidades inteligentes centradas nas pessoas, priorizando as necessidades e direitos humanos. Isabel Wetzel, da UN-Habitat, destaca a importância de criar uma linguagem universal sobre o que constitui uma cidade inteligente centrada nas pessoas. As diretrizes enfatizam a necessidade de pesquisa para entender os impactos das políticas de cidades inteligentes, assegurando que as vozes das comunidades sejam ouvidas nas decisões que as afetam.
Entre na conversa da comunidade