O espaço está se tornando cada vez mais congestionado, com mais de 20 mil satélites lançados desde o início da era espacial. Atualmente, mais de 13 mil permanecem em órbita, sendo que cerca de um quinto deles estão inativos, contribuindo para o problema do lixo espacial. Nas últimas décadas, colisões entre satélites inativos geraram milhões […]
O espaço está se tornando cada vez mais congestionado, com mais de 20 mil satélites lançados desde o início da era espacial. Atualmente, mais de 13 mil permanecem em órbita, sendo que cerca de um quinto deles estão inativos, contribuindo para o problema do lixo espacial. Nas últimas décadas, colisões entre satélites inativos geraram milhões de fragmentos, aumentando o risco de colisões para satélites ativos e a Estação Espacial Internacional. Para mitigar esse risco, redes de vigilância monitoram objetos maiores, permitindo manobras de segurança quando necessário.
A startup britânica Magdrive está desenvolvendo um novo sistema de propulsão que promete aumentar a manobrabilidade dos satélites em até dez vezes e reduzir a massa dedicada à propulsão na mesma proporção. O cofundador da empresa, Mark Stokes, afirma que o sistema utiliza metal sólido como combustível, o que pode transformar lixo espacial em fonte de propulsão no futuro. O primeiro modelo, chamado Warlock, está programado para ser lançado em junho de 2025 e funcionará com painéis solares, ionizando metal sólido em vez de gás pressurizado.
Atualmente, a Magdrive utiliza cobre como combustível, mas qualquer metal pode ser empregado. O sistema gera plasma denso e quente, que impulsiona o satélite. Embora a proposta de usar lixo espacial como combustível seja teórica, Stokes acredita que isso poderia fechar o ciclo da nova economia espacial, eliminando a necessidade de transportar propulsão da Terra. A empresa visa um lançamento comercial em breve, oferecendo um hardware padronizado que pode ser integrado a satélites de diversos tamanhos e aplicações.
Entretanto, o uso de combustível sólido apresenta desafios, como a contaminação de superfícies, especialmente em painéis solares. MinKwan Kim, professor associado em astronautica, destaca que, embora o armazenamento e manuseio sejam simplificados, a contaminação do plasma metálico pode afetar o desempenho do satélite. Além disso, a geração de empuxo confiável e consistente requer um sistema de monitoramento preciso, aumentando a complexidade do sistema. A reciclagem de satélites desativados também enfrenta barreiras legais e práticas, como a necessidade de permissão dos proprietários originais e a dificuldade de manobrar satélites inativos.
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