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Adoção desigual da inteligência artificial no setor socioambiental brasileiro revela lacunas críticas

A adoção de inteligência artificial no Brasil é desigual, com apenas 10% dos movimentos sociais utilizando a tecnologia de forma significativa. Negócios de impacto e associações estão à frente, mas a maioria dos profissionais enfrenta barreiras como falta de orçamento e conhecimento técnico. A pesquisa do Canal Sabiar e do Instituto Beja revela que a IA é mais utilizada em comunicação e criação de conteúdo, enquanto áreas como gestão financeira e captação de recursos são negligenciadas. Cássio Aoqui, consultor em filantropia, destaca que a apropriação da IA pode melhorar a transparência e a análise de dados. No entanto, apenas 6% dos entrevistados utilizam a tecnologia em um nível mais avançado. A pesquisa também aponta que a familiaridade com a IA é menor entre mulheres, negros, pardos e indígenas, além de organizações no Norte e Centro-Oeste. Embora 86% das organizações acreditem que a IA terá um impacto positivo no setor social, apenas 17% expressam preocupações éticas. A falta de regulamentação e a necessidade de políticas claras são questões levantadas por Aoqui, que alerta para os riscos de vieses e desigualdades. O ChatGPT é a ferramenta mais utilizada, seguida por Gemini e Copilot, com potencial para atender a 70% das demandas do campo social.

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A adoção de inteligência artificial no Brasil é desigual, especialmente no setor socioambiental. Uma pesquisa revelou que apenas 10% dos movimentos sociais usam essa tecnologia de forma significativa, enquanto negócios de impacto e associações têm maior uso, com 35% e 33%, respectivamente. A maioria dos profissionais que utilizam IA não tem orçamento para isso, e 58% deles não recebem apoio financeiro. Mulheres, pretos, pardos e indígenas têm menos familiaridade com a tecnologia, com apenas 28% se sentindo confortáveis em usá-la. O uso da IA é menor nas regiões Norte e Centro-Oeste. As ferramentas mais populares incluem o ChatGPT, que é usado por 41% dos entrevistados. Apesar do otimismo sobre o impacto positivo da IA no setor social, apenas 17% das organizações se preocupam com questões éticas, como discriminação algorítmica. É importante que a adoção da tecnologia seja feita de forma crítica e responsável.

A adoção de inteligência artificial (IA) no Brasil é desigual, especialmente no setor socioambiental. Uma pesquisa do Canal Sabiar, em parceria com o Instituto Beja, revela que apenas 10% dos movimentos sociais utilizam a tecnologia de forma significativa, enquanto negócios de impacto e associações estão mais avançados.

Os dados, coletados entre agosto e outubro de 2024, mostram que 35% dos negócios de impacto e 33% dos institutos familiares fazem uso da IA, principalmente para comunicação e criação de conteúdo. Cássio Aoqui, consultor em filantropia, destaca que a adoção da IA pode melhorar a análise de dados e a transparência nas causas sociais. No entanto, 58% dos profissionais que utilizam IA não têm orçamento destinado a essa tecnologia.

A pesquisa também aponta que mulheres, pretos, pardos e indígenas têm menor familiaridade com IA, com apenas 28% afirmando ter nível intermediário ou avançado. O uso da tecnologia é mais baixo nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde 36% e 35% das organizações, respectivamente, a adotam. A falta de conhecimento técnico e orçamento são barreiras significativas.

Entre as ferramentas mais utilizadas, o ChatGPT lidera com 41%, seguido por Gemini e Copilot. Apesar do otimismo em relação ao impacto positivo da IA no setor social, apenas 17% das organizações mencionam preocupações éticas, como discriminação algorítmica. Aoqui alerta para a necessidade de uma abordagem crítica e responsável na adoção da tecnologia.

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