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Colossal Biosciences anuncia nascimento de filhotes de lobo-terrível geneticamente modificado

Colossal Biosciences anuncia filhotes de lobo-terrível, mas especialistas questionam a verdadeira natureza da "desextinção" e suas consequências ecológicas.

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A Colossal Biosciences, uma empresa de biotecnologia dos Estados Unidos, anunciou o nascimento de filhotes de lobo-terrível, uma espécie extinta há mais de 10 mil anos. Esses filhotes, chamados Rômulo, Remo e Khalese, foram gerados a partir de lobos-cinzentos e geraram polêmica sobre a validade da “desextinção” e suas consequências para o meio ambiente. O ecólogo Fernando Fernandez, da UFRJ, questiona a reintrodução de um predador extinto em um ecossistema que não possui suas presas naturais, já que o lobo-terrível se extinguiu devido à caça de suas presas. A Colossal usou a técnica de edição genética CRISPR para modificar o DNA dos lobos-cinzentos, mas apenas 20 edições foram feitas, resultando em animais que se parecem com os ancestrais, mas são geneticamente mais próximos dos lobos modernos. A empresa também planeja projetos semelhantes para o mamute-lanoso e o lobo-da-tasmânia. Especialistas alertam que a criação de híbridos pode trazer riscos ecológicos, como competição com espécies nativas, e que a ideia de “desextinção” pode dar uma falsa sensação de segurança em relação à extinção de espécies, levando à destruição de habitats. A discussão sobre a ética e a eficácia dessas iniciativas continua relevante na biotecnologia.

A Colossal Biosciences, empresa de biotecnologia dos Estados Unidos, anunciou o nascimento de filhotes de lobo-terrível, uma espécie extinta há mais de 10 mil anos. Os filhotes, geneticamente modificados a partir de lobos-cinzentos, geraram polêmica sobre a validade da “desextinção” e suas consequências ecológicas.

Os filhotes, chamados Rômulo, Remo e Khalese, foram criados em um recinto de oito quilômetros quadrados. O ecólogo Fernando Fernandez, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), questiona a eficácia de reintroduzir um predador extinto em um ecossistema que não possui suas presas naturais. Ele destaca que a extinção do lobo-terrível ocorreu devido à caça de suas presas, que já não existem.

A Colossal utiliza a técnica de edição genética CRISPR para modificar o DNA dos lobos-cinzentos, visando imitar características do lobo-terrível. No entanto, apenas 20 edições genéticas foram realizadas, resultando em animais que, embora pareçam com os ancestrais, são geneticamente mais próximos dos lobos modernos. A empresa também planeja projetos semelhantes para o mamute-lanoso e o lobo-da-tasmânia.

Especialistas alertam que a criação de híbridos pode trazer riscos ecológicos, como a competição com espécies nativas. Além disso, a ideia de “desextinção” pode criar uma falsa sensação de segurança em relação à extinção de espécies, levando à destruição de habitats. A discussão sobre a ética e a eficácia dessas iniciativas continua a ser um tema relevante na biotecnologia.

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