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Lonestar planeja data center na Lua para garantir segurança e eficiência no processamento de dados

Lonestar Data Holdings testa data center na Lua e planeja expansão até 2027, respondendo à crescente demanda por armazenamento de dados.

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A Lonestar Data Holdings testou um mini data center na Lua e planeja construir outro em órbita lunar até 2027. Essa ação busca atender à crescente necessidade de armazenamento de dados, especialmente com o avanço da inteligência artificial. O presidente da empresa, Stephen Eisele, afirma que os data centers no espaço oferecem segurança superior para os dados. O equipamento testado, do tamanho de um livro, foi enviado à Lua pela Intuitive Machines em um módulo lançado pela SpaceX. A empresa acredita que a Lua pode fornecer um processamento de dados seguro, utilizando energia solar. A demanda por data centers deve aumentar entre 19% e 22% até 2030, de acordo com a McKinsey, e a instalação no espaço é uma solução para a escassez de locais adequados na Terra. Um estudo europeu também sugere que data centers espaciais podem ser mais ecológicos, mas os lançamentos de foguetes precisam ser muito mais limpos para que isso aconteça. Apesar dos desafios, como altos custos e problemas de resfriamento e proteção, a Lonestar já tem clientes interessados, incluindo o governo da Flórida e da ilha de Man, e vê a distância da Terra como uma vantagem contra ataques cibernéticos.

Empresa testa data center na Lua e planeja expansão para órbita lunar

A Lonestar Data Holdings realizou um teste de um mini data center na Lua e projeta a instalação de um novo centro em órbita lunar até 2027. A iniciativa visa atender à crescente demanda por armazenamento de dados, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial (IA).

O presidente da Lonestar, Stephen Eisele, destaca que a instalação de data centers no espaço oferece segurança inigualável aos dados. O equipamento de teste, do tamanho de um livro, foi transportado pela Intuitive Machines em um módulo lunar lançado pela SpaceX.

Data centers são grandes instalações que armazenam e processam dados para websites, empresas e governos. A Lonestar argumenta que a Lua oferece processamento de dados seguro e confiável, alimentado por energia solar ilimitada.

A demanda anual por data centers deve crescer entre 19% e 22% até 2030, segundo a consultoria McKinsey. A instalação no espaço surge como alternativa à dificuldade de encontrar locais adequados na Terra, devido ao alto consumo de energia, água e à resistência da população local.

Estudo europeu aponta benefícios ambientais

Um estudo financiado pela Comissão Europeia, o Ascend, determinou que data centers no espaço podem ser mais ecológicos e transformar o cenário digital europeu. O projeto idealiza uma constelação de 13 satélites com capacidade de processamento equivalente a um data center terrestre de médio porte.

Para que os data centers espaciais sejam mais sustentáveis, os lançamentos de foguetes precisarão emitir 10 vezes menos gases, conforme apontam os pesquisadores da Thales Alenia Space. A viabilidade comercial é prevista para 2037.

Desafios e custos da exploração espacial

Apesar do otimismo, especialistas alertam para os desafios da instalação de data centers no espaço. O professor Domenico Vicinanza, da Universidade Anglia Ruskin, ressalta que o lançamento de equipamentos em órbita ainda é extremamente caro, custando milhares de dólares por quilo.

Além do custo, o resfriamento do equipamento, a proteção contra o clima espacial e o lixo espacial representam obstáculos significativos. A resolução de problemas em órbita é complexa e pode exigir missões humanas de alto custo.

A Lonestar Data Holdings, no entanto, demonstra confiança e já possui clientes em lista de espera, incluindo o Estado da Flórida e o governo da ilha de Man. A empresa enfatiza que a distância da Terra oferece uma camada adicional de segurança contra ataques cibernéticos e garante a conformidade com as regulamentações de soberania de dados.

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