O Brasil ainda não tem robôs humanoides em fábricas, mas universidades como a Unicamp e a FEI estão fazendo pesquisas nessa área. A Unicamp, liderada pela professora Esther Colombini, está desenvolvendo robôs que aprendem como o cérebro humano, ajudando-os a escolher informações importantes em ambientes complexos. Na FEI, alunos trabalham em um projeto chamado “RoboFEI”, onde constroem robôs e participam de competições internacionais. A DroneShow Robotics, uma grande feira de tecnologia, terá uma exposição de robôs humanoides pela primeira vez, mostrando o crescente interesse do público. Especialistas, como Reinaldo Bianchi da FEI, comparam esse momento ao “momento ChatGPT”, indicando que, apesar das pesquisas avançadas, a adoção desses robôs na indústria ainda é baixa. José Rizzo, da Accenture Brasil, acredita que a substituição de trabalhadores por robôs não será rápida, mas que o mercado de trabalho deve mudar para funções técnicas relacionadas a esses robôs.
O Brasil ainda não conta com robôs humanoides em fábricas, mas pesquisas estão em andamento em instituições como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Faculdade de Engenharia Industrial (FEI). A Unicamp, sob a coordenação da professora Esther Colombini, desenvolve robôs que aprendem de forma incremental, inspirados no funcionamento do cérebro humano. “Nosso foco é fazer com que o robô selecione, como nós, as informações relevantes em um ambiente complexo”, afirma Colombini.
A FEI, localizada em São Bernardo do Campo, também investe em robôs humanoides. No projeto “RoboFEI”, alunos de graduação e pós-graduação participam da construção de robôs, desde a criação de placas eletrônicas até o desenvolvimento de softwares. A FEI é uma das participantes da RoboCup, competição internacional de robótica que visa, até dois mil e cinquenta, criar um time de robôs capaz de vencer os campeões mundiais de futebol.
A DroneShow Robotics, uma das maiores feiras de tecnologia do Brasil, terá pela primeira vez uma exposição de robôs humanoides. Emerson Granemann, CEO da MundoGEO e organizador do evento, destaca que o interesse por essas tecnologias surgiu espontaneamente, com expositores percebendo a demanda do público. Reinaldo Bianchi, professor da FEI, compara o momento atual da indústria de humanoides ao “momento ChatGPT”, ressaltando que, apesar da robustez da pesquisa acadêmica, a adoção industrial no Brasil ainda é limitada.
José Rizzo, da Accenture Brasil, acredita que a substituição de trabalhadores por robôs humanoides com inteligência artificial não será imediata, mas já começa a ser vislumbrada. A expectativa é que o perfil de empregos mude para funções técnicas relacionadas a esses robôs.
Entre na conversa da comunidade