A China ativou recentemente um reator nuclear que usa tório como combustível, um avanço importante na tecnologia nuclear. Este reator, que gera apenas dois megawatts, é um dos primeiros a poder ser reabastecido enquanto está em funcionamento, algo que normalmente exige a parada de reatores convencionais. A China tem se destacado na construção de reatores, superando a França em geração de energia, embora ainda esteja atrás dos EUA em capacidade total. O interesse por tecnologias antigas, como reatores de sal fundido e combustíveis alternativos, está ressurgindo, com várias iniciativas em andamento. O reator de tório representa um passo significativo, já que o foco mundial tem sido principalmente em urânio nas últimas décadas. A pesquisa sobre tório foi iniciada nos EUA nos anos 50 e 60, mas foi deixada de lado. Agora, com novos projetos e investimentos, a China está se posicionando como líder em energia nuclear, buscando tecnologias que podem oferecer soluções mais seguras e eficientes.
A China ativou um reator de tório que pode ser reabastecido enquanto opera, um avanço significativo na tecnologia nuclear. Com capacidade de dois megawatts, este reator representa um marco em um setor que havia sido amplamente negligenciado.
O reator entrou em operação em junho de 2024 e, recentemente, passou por um processo de reabastecimento sem necessidade de desligamento, algo inédito para reatores convencionais. Este projeto foi apresentado por cientistas da Academia Chinesa de Ciências durante uma reunião fechada.
A China tem se destacado no setor nuclear, superando a França em geração de energia, embora ainda esteja atrás dos Estados Unidos em capacidade total. O país está construindo reatores a um ritmo acelerado e possui mais unidades em construção do que qualquer outra nação. Recentemente, foram aprovados dez novos reatores, com um investimento total superior a R$ 27 bilhões.
O reator de tório é um exemplo de como a China está explorando tecnologias que foram desenvolvidas nas décadas de 1950 e 1960, mas não comercializadas. O uso de tório como combustível é uma alternativa ao urânio, que dominou o setor nuclear nas últimas cinco décadas. O interesse renovado por essas tecnologias antigas pode impulsionar a indústria nuclear.
Além do reator de tório, a China também está investindo em reatores de alta temperatura que utilizam gás como refrigerante. Esses projetos visam aumentar a segurança e a eficiência na geração de energia nuclear, refletindo uma nova abordagem em relação a tecnologias que foram abandonadas no passado.
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