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Cientistas desenvolvem editores de proteínas que revolucionam estudos celulares

Novas técnicas com inteins permitem edições rápidas de proteínas em células vivas, revolucionando a pesquisa em biologia celular.

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Pesquisadores desenvolveram novas técnicas para editar proteínas em células vivas usando inteins, que são partes de proteínas que podem se remover sozinhas. Essas técnicas permitem adicionar grupos químicos e aminoácidos a proteínas rapidamente. O processo envolve reprogramar o DNA da proteína alvo para criar um local onde a edição será feita. Em seguida, uma proteína doadora com o material desejado é preparada. Quando as duas proteínas se encontram, os inteins se juntam e removem a parte antiga, inserindo o novo material no lugar. Essa abordagem foi testada em várias proteínas e mostrou resultados em menos de dez minutos. Essas novas ferramentas ajudam os cientistas a estudar como as proteínas funcionam e se movem nas células.

Pesquisadores desenvolveram novas técnicas de edição de proteínas utilizando inteins, elementos que se autodestroem em proteínas. Essa inovação permite a inserção rápida e eficiente de grupos químicos e aminoácidos em células vivas. Os métodos foram descritos em dois artigos na revista *Science*, um publicado recentemente e outro em abril.

Os inteins, descobertos em 1990 em leveduras, são conhecidos por sua capacidade de se removerem de proteínas. Agora, cientistas conseguiram utilizar esses elementos para adicionar compostos químicos e aminoácidos a proteínas-alvo, possibilitando a observação de como essas modificações afetam a função e a localização celular das proteínas. O pesquisador Mikko Taipale, da Universidade de Toronto, destacou que essa técnica é uma “ótima adição ao arsenal” de ferramentas científicas.

Embora os editores de proteínas ainda exijam personalização e sejam limitados a células, eles oferecem uma nova abordagem para investigar a biologia celular. Os novos inteins, projetados por Tom Muir, da Universidade de Princeton, superam as limitações anteriores, tornando o processo mais eficiente. O estudo de George Burslem, da Universidade da Pensilvânia, demonstrou que os editores podem realizar alterações em menos de dez minutos.

Aplicações e Impacto

Esses editores de proteínas podem ser usados para adicionar marcadores, permitindo que os cientistas rastreiem as ações e movimentos das proteínas. Além disso, podem redefinir a localização celular de uma proteína ou forçá-la a interagir com outras proteínas de interesse. A pesquisa representa um avanço significativo na biologia celular, ampliando as possibilidades de manipulação e estudo das proteínas em ambientes vivos.

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