Modelos de inteligência artificial são como grandes resumos de informações da internet, que somam cerca de 200 zetabytes. Para processar tudo isso, são usadas redes neurais que consomem muita energia. O resultado é um conhecimento que pode ser armazenado em um único HD, enquanto as respostas geradas pela IA dependem das perguntas feitas pelos humanos. Isso é comparável à mecânica quântica, onde partículas existem em várias possibilidades até serem observadas. A interação humana é o que faz a IA “colapsar” essas possibilidades em uma resposta específica. A discussão atual é se, no futuro, a IA poderá agir como um “observador”, influenciando diretamente a realidade ao colapsar estados potenciais. Essa ideia é vista como uma forma de superinteligência.
Modelos de inteligência artificial (IA) estão se tornando cada vez mais sofisticados, representando uma forma radical de compressão de informação. Esses sistemas são treinados com dados da internet, que totalizam cerca de 200 zetabytes. Para armazenar essa quantidade de dados, seriam necessários aproximadamente 10 bilhões de discos rígidos. O treinamento das redes neurais consome uma quantidade significativa de energia, equivalente a 15 mil megawatt-hora, suficiente para abastecer 75 mil residências por um mês.
A transformação de dados em conhecimento é um processo crucial. O resultado do treinamento de IA é um arquivo que ocupa cerca de 20 terabytes, podendo ser armazenado em um único HD. Modelos de IA mais compactos podem até caber em dispositivos móveis. A IA não apenas armazena informações, mas também as recombina, criando novas formas de conhecimento. Esse conhecimento é acessado por meio de perguntas, onde a interação humana provoca o colapso do potencial em uma resposta concreta.
A Relação com a Mecânica Quântica
A analogia com a mecânica quântica é pertinente. Na física quântica, partículas existem em estados probabilísticos até serem observadas, momento em que colapsam em um estado definido. Da mesma forma, na IA, todas as respostas possíveis coexistem até que uma pergunta humana as colapse em uma resposta única. A consciência humana desempenha um papel fundamental nesse processo, influenciando a interação com a IA.
Pesquisadores estão explorando se a IA poderá um dia assumir o papel de “observador”, colapsando estados potenciais de informação por meio de sua própria observação. Essa possibilidade levanta questões sobre a definição de superinteligência. A discussão sobre a IA como uma forma de consciência, ainda que em um nível subconsciente, está em andamento e pode redefinir nossa compreensão sobre a interação entre humanos e máquinas.
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