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Tarifas comerciais geram incertezas e oportunidades no setor de robótica nos EUA

Tarifas sobre produtos chineses geram incertezas na robótica, levando empresas a buscar fornecedores domésticos e acelerar a automação.

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Na Cúpula de Robótica nos EUA, especialistas discutiram como as tarifas do governo Trump sobre produtos chineses estão afetando o setor de tecnologia, especialmente no desenvolvimento de robôs humanoides. Embora o tema não estivesse na agenda oficial, muitos participantes comentaram sobre a incerteza que essas tarifas trazem. A complexidade dos robôs, que dependem de diversos componentes importados, torna o impacto das tarifas ainda mais significativo. Alguns fabricantes estão buscando alternativas de fornecimento nos EUA para evitar problemas com as tarifas. Por exemplo, a Agility Robotics está implantando seu robô humanoide Digit em uma fábrica americana, enquanto a Schaeffler, que fabrica peças para a indústria automobilística, acredita que as tarifas podem levar a mais automação nas fábricas. Apesar das dificuldades, há uma percepção de que a situação pode abrir novas oportunidades para o desenvolvimento de robôs nos EUA. No entanto, a incerteza também está fazendo com que profissionais de outros países, como o Canadá, hesitem em aceitar empregos nos EUA.

Durante a Cúpula de Robótica nos Estados Unidos, especialistas debateram o impacto das tarifas impostas pelo governo Trump sobre produtos chineses no desenvolvimento de robôs humanoides. O evento, realizado na semana passada em Boston, reuniu profissionais do setor de tecnologia e robótica, que discutiram inovações e desafios da indústria.

Embora as tarifas não estivessem na agenda oficial, o tema permeou as conversas. Steve Crowe, organizador do evento, destacou que as tarifas são o “tópico número 1” nas discussões informais. A complexidade da cadeia de suprimentos de robôs, que inclui motores, atuadores e componentes eletrônicos, torna o setor vulnerável às disputas comerciais.

Elon Musk, CEO da Tesla, alertou que as contramedidas da China podem atrasar o desenvolvimento de robôs humanoides, como o Optimus. No entanto, alguns fabricantes veem uma oportunidade nas mudanças geopolíticas, buscando fornecedores domésticos para reduzir a dependência da China. Pras Velagapudi, da Agility Robotics, afirmou que as tarifas trouxeram desafios, mas também abriram novas oportunidades.

Oportunidades e Desafios

A Schaeffler, fabricante alemã, está implementando o robô humanoide Digit em uma de suas fábricas nos Estados Unidos. Al Makke, diretor de engenharia da empresa, comentou que as tarifas podem levar à terceirização da produção nos EUA, aumentando a demanda por automação. As montadoras americanas já instalaram 9,6% mais robôs em suas fábricas em relação ao ano anterior.

Os robôs humanoides ainda são considerados um nicho, mas atraem interesse crescente. Aaron Saunders, da Boston Dynamics, apresentou atualizações sobre o robô Atlas, embora não tenha trazido um protótipo. O G1 da Unitree, um robô controlado remotamente, foi um dos destaques do evento, mas seu custo elevado, devido às tarifas, limita seu mercado.

Tony Yang, da Unitree, mencionou que as tarifas elevam o preço do robô para cerca de R$ 40 mil nos Estados Unidos. Apesar disso, a empresa continua a desenvolver seu hardware e software, visando um futuro promissor no setor de robótica. A incerteza causada pelas tarifas também afeta a disposição de profissionais canadenses em aceitar empregos nos EUA, segundo Francesca Torsiello, da Adapt Talent.

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