A Commonwealth Fusion Systems está criando uma máquina chamada SPARC, que pode gerar mais energia do que consome até 2026. Essa máquina, que se parece com um donut, simula a energia das estrelas, usando plasma a 100 milhões de graus e um campo magnético muito forte. A fusão nuclear, que é o processo que gera energia no sol, é diferente da fissão nuclear, pois não produz resíduos radioativos. O combustível para a fusão é abundante e vem do mar e do lítio. A empresa já levantou mais de 2 bilhões de dólares e planeja construir a primeira usina de energia de fusão nos Estados Unidos na Virgínia até o início da década de 2030. A corrida pela fusão é urgente, especialmente com o avanço de projetos na China. Os cientistas enfrentam o desafio de manter a reação de fusão estável e segura, pois, se algo der errado, a reação pode ser facilmente desligada. O SPARC será menor que usinas tradicionais, o que facilita sua construção e operação. A tecnologia de ímãs que a Commonwealth está usando é inovadora e pode ser um grande avanço para a energia de fusão. Além disso, é importante garantir o acesso a materiais como o lítio, que são essenciais para a produção de combustível. A fusão nuclear pode transformar a forma como obtemos energia e ajudar a atender à crescente demanda por eletricidade.
A Commonwealth Fusion Systems está desenvolvendo um tokamak chamado SPARC, com a meta de gerar mais energia do que consome até 2026. A instalação, localizada a cerca de 48 quilômetros de Boston, busca replicar a fusão nuclear, processo que gera energia semelhante à do sol, sem os riscos de resíduos radioativos da fissão nuclear.
Os cientistas trabalham em um ambiente extremo, onde a temperatura do plasma atinge 100 milhões de graus. Essa fusão é mantida por um campo magnético 400 mil vezes mais forte que o da Terra, resfriado com gases criogênicos. O combustível para a fusão é abundante, derivado de deuterium encontrado na água do mar e tritium extraído do lítio.
Andrew Holland, presidente da Fusion Industries Association, afirmou que a expectativa é que o SPARC seja uma máquina de energia líquida. A Commonwealth já levantou mais de R$ 10 bilhões em capital privado e planeja construir a primeira usina de energia de fusão nos Estados Unidos até o início da década de 2030.
Concorrência Global
A corrida pela fusão nuclear também envolve a China, que está investindo fortemente em tecnologia de fusão. Brandon Sorbom, diretor científico da Commonwealth, destacou a urgência em encontrar soluções para o aquecimento global e atender à crescente demanda por energia, especialmente com o avanço de tecnologias como a inteligência artificial.
Os desafios incluem a construção de máquinas suficientemente potentes para controlar o plasma e garantir que a produção de energia supere o consumo. Jerry Navratil, professor de energia de fusão, alertou sobre os riscos de empurrar a tecnologia para novos limites, mas reconheceu que o sucesso do SPARC poderia representar um avanço significativo na área.
Futuro da Energia
O SPARC, que terá cerca de 9 metros de altura, é menor que os tradicionais reatores de fusão, permitindo sua integração em usinas de energia. Essa compactação é possível graças a novas tecnologias de magnetismo, que utilizam uma fita de metal altamente condutora para maximizar a eficiência.
A fusão nuclear promete transformar a forma como a energia é gerada, desvinculando-a de recursos finitos e condições climáticas. Holland acredita que a fusão será a próxima grande revolução no setor energético, potencialmente impulsionando a humanidade para uma nova era de civilização.
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