Recentemente, Daniela Rus, uma especialista em robôs com inteligência artificial, falou em uma feira de robótica em Boston e questionou a ideia de que robôs humanoides estão prontos para trabalhar em fábricas e armazéns. Apesar de investimentos altos e previsões otimistas, como a de que haverá um bilhão de humanoides no trabalho até 2050, Rus e outros especialistas acreditam que esses robôs ainda têm limitações sérias. Ela mostrou um vídeo em que um robô seguia ordens, mas não tinha senso comum, como quando tentou “regar” uma pessoa em vez de uma planta. Além disso, Pras Velagapudi, da Agility Robotics, destacou que os robôs precisam de muita energia e são difíceis de fabricar. Embora existam demonstrações impressionantes, essas habilidades não se traduzem bem nas tarefas que os robôs devem realizar. A adoção de humanoides no trabalho deve ser lenta e específica para cada setor. A startup Figure AI, que busca desenvolver robôs humanoides, está envolvida em uma parceria com a BMW, mas há dúvidas sobre a escala real desse projeto. A situação reflete um momento de grande expectativa no setor de tecnologia, onde investidores acreditam que os humanoides podem revolucionar o mercado, mas especialistas em robótica são mais cautelosos, apontando que a realidade pode ser bem diferente das promessas.
A adoção de robôs humanoides enfrenta ceticismo entre especialistas, apesar de previsões otimistas. Durante uma exposição de robótica em Boston, a especialista em inteligência artificial, Daniela Rus, questionou a eficácia e a inteligência dos humanoides, afirmando que “são principalmente não inteligentes.”
Rus apresentou um vídeo em que um robô seguia instruções, mas falhou ao interpretar uma ordem simples, demonstrando a falta de senso comum. “Esses robôs carecem de bom senso,” destacou. Pras Velagapudi, diretor de tecnologia da Agility Robotics, também mencionou limitações físicas, como a necessidade de baterias grandes para força, o que compromete a autonomia e a segurança.
Investimentos em robôs humanoides continuam a crescer, com a startup Figure AI buscando levantar R$ 1,5 bilhão. A empresa tem parceria com a BMW, mas a colaboração foi questionada por um porta-voz da montadora, que afirmou que o número de robôs envolvidos é menor do que o anunciado. Em resposta, o fundador da Figure, Brett Adcock, ameaçou processar a publicação por difamação.
A previsão do Bank of America de que haverá um bilhão de humanoides no trabalho até 2050 foi recebida com ceticismo por especialistas. Aaron Prather, diretor da ASTM, considerou as projeções “extremamente exageradas.” A expectativa de que a tecnologia se torne comum em diversas indústrias pode ser otimista, dado que a adoção será gradual e específica para cada setor.
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