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Família usa inteligência artificial para recriar declaração de vítima em tribunal

Inteligência artificial foi usada para recriar a voz de vítima em tribunal, onde expressou perdão ao atirador. Um marco no sistema judicial.

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Stacey Wales passou dois anos preparando uma declaração sobre o impacto da morte de seu irmão, Christopher Pelkey, que foi assassinado em um caso de agressão no trânsito em 2021. Para tornar sua mensagem mais pessoal, ela usou inteligência artificial para criar um vídeo com a voz de Pelkey, que foi exibido durante a audiência de sentença do atirador. No vídeo, Pelkey, em uma recriação de sua voz, expressou perdão ao agressor, algo que Wales acreditava que seu irmão faria, mas que ela ainda não conseguia fazer. Essa abordagem é inédita no sistema judicial. O juiz Todd Lang, que presidiu o caso, elogiou a iniciativa, destacando que ouviu a mensagem de perdão. Pelkey, que tinha 37 anos e era conhecido por sua bondade, foi morto em Chandler, Arizona. Wales e seu marido, que trabalham com tecnologia, usaram fotos e um vídeo antigo de Pelkey para criar a recriação. A defesa do atirador não foi avisada sobre o uso da IA, e isso pode ser um ponto a ser questionado em um possível recurso. A utilização de IA no tribunal levanta questões éticas e práticas, e especialistas acreditam que esse tipo de tecnologia será cada vez mais comum, embora os juízes ainda sejam cautelosos em sua aplicação. Wales acredita que replicar seu irmão com IA foi uma forma de cura para sua família.

Stacey Wales utilizou inteligência artificial para criar um vídeo com a voz de seu irmão, Christopher Pelkey, que foi assassinado em um incidente de road rage em 2021. Durante a audiência de sentença do atirador, Pelkey, por meio da tecnologia, expressou perdão ao agressor, uma abordagem inédita no sistema judicial.

Wales passou dois anos preparando uma declaração de impacto da vítima, mas sentiu que suas palavras não representavam plenamente a essência de seu irmão. Assim, ela e seu marido, ambos da área de tecnologia, decidiram replicar Pelkey usando várias plataformas de software, treinadas com fotos e um vídeo antigo dele. O resultado foi apresentado em tribunal no início de maio.

O juiz Todd Lang, ao ouvir a declaração, comentou: “Como você está se sentindo, eu ouvi o perdão.” O atirador, Gabriel Paul Horcasitas, foi condenado a 10,5 anos de prisão por homicídio culposo, superando a pena sugerida pelo estado de 9,5 anos. A defesa de Horcasitas não foi informada previamente sobre o uso da IA na declaração, o que pode ser um ponto de contestação em um possível recurso.

A utilização de IA no tribunal levanta questões éticas e práticas. Especialistas alertam que a tecnologia pode influenciar decisões judiciais, tornando-se um fator persuasivo. Paul Grimm, professor da Duke University School of Law, destacou que “ver é acreditar”, enfatizando a necessidade de equilibrar a apresentação de evidências com a integridade do processo judicial.

Wales acredita que a experiência foi “curativa” para sua família. Após a exibição do vídeo, seu filho expressou gratidão por poder ouvir o tio mais uma vez. A introdução de IA no sistema legal pode se tornar mais comum, mas ainda suscita debates sobre sua aplicação e impacto nas decisões judiciais.

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