A geração Beta começará a nascer em 2025 e será a primeira totalmente influenciada pela inteligência artificial e pela internet das coisas. Essas crianças crescerão em um mundo muito tecnológico, onde a IA e a automação farão parte do dia a dia. Diferente da geração Alpha, que já era digital, os Beta não conhecerão um mundo sem assistentes virtuais e ambientes personalizados. Eles terão acesso a experiências digitais avançadas, como jogos e educação em realidades misturadas. A forma de aprender também mudará, com a tecnologia sendo uma parte importante do processo educativo. Além disso, essa geração enfrentará desafios climáticos desde cedo, tornando-se mais consciente sobre o meio ambiente. Para os pais, é importante ensinar valores de sustentabilidade e responsabilidade ambiental. No entanto, a hiperconexão pode trazer dificuldades, como problemas sociais e aumento da ansiedade. Por isso, é essencial que os pais ajudem os filhos a usar a tecnologia de forma equilibrada, sem depender dela para tudo.
Uma nova geração está prestes a surgir. A geração Beta, que começará a nascer em dois mil e vinte e cinco, será a primeira totalmente moldada pela inteligência artificial e pela internet das coisas (IoT). Essas crianças enfrentarão desafios climáticos e desenvolverão novas habilidades sociais em um ambiente hiperconectado.
Os membros da geração Beta crescerão em um mundo onde a tecnologia será parte integral de suas vidas. Rafael Araujo, líder da WGSN Mindset Latam, destaca que, ao contrário da geração Alpha, que se adaptou ao digital, os Betas não conhecerão um mundo sem assistentes virtuais e ambientes personalizados por algoritmos. Mark McCrindle, pesquisador australiano, prevê que essa geração representará cerca de dezesseis por cento da população global em dois mil e trinta e cinco.
As crianças Beta terão acesso a tecnologias avançadas desde cedo. Assistentes como Alexa e Google Home farão parte do cotidiano, tornando a interação com máquinas tão natural quanto conversar com os pais. Além disso, a educação será transformada por plataformas adaptativas, permitindo que o aprendizado ocorra de maneira diferente. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que sessenta e cinco por cento das crianças trabalharão em profissões que ainda não existem.
Desafios e Oportunidades
A geração Beta também será a primeira a sentir os impactos das mudanças climáticas desde o nascimento. O relatório da UNICEF sobre a infância em um mundo em mudança aponta que essas crianças enfrentarão eventos climáticos extremos mais frequentes. Isso as tornará mais conscientes do impacto ambiental de suas escolhas.
Para educar essa nova geração, é essencial que os pais incentivem hábitos sustentáveis desde cedo. Estudos mostram que crianças que crescem em ambientes que promovem a sustentabilidade desenvolvem maior responsabilidade ambiental na vida adulta. Andrea Luize, coordenadora pedagógica do Instituto Vera Cruz, enfatiza que a educação deve formar indivíduos críticos e colaborativos, que valorizem a diversidade e cuidem do mundo ao seu redor.
Por outro lado, o ambiente hiperconectado pode trazer desafios. Estudos indicam que crianças expostas a tecnologias desde cedo podem ter dificuldades em desenvolver habilidades sociais e enfrentar problemas de ansiedade. Matheus Karounis, psicólogo da PUC-Rio, alerta que é crucial encontrar um equilíbrio no uso da tecnologia, evitando que ela se torne uma muleta cognitiva.
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