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Uso de inteligência artificial na pesquisa gera debates éticos entre acadêmicos

Divisões éticas marcam o uso de inteligência artificial na pesquisa acadêmica, com apenas 28% dos pesquisadores admitindo sua utilização.

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Uma pesquisa com mais de 5.000 acadêmicos mostrou que as opiniões sobre o uso de inteligência artificial (IA) na redação de artigos científicos estão divididas. Embora muitos achem aceitável usar IA para editar ou traduzir textos, poucos admitiram ter feito isso, e muitos não revelaram seu uso. A maioria dos participantes acredita que é ético usar IA para ajudar na escrita, mas as opiniões se dividem quando se trata de divulgar essa prática. Apenas 28% disseram ter usado IA para editar trabalhos, e apenas 8% para escrever rascunhos. A pesquisa também revelou que a aceitação do uso de IA varia entre diferentes áreas e estágios da carreira, mas a maioria dos acadêmicos ainda não a utiliza. Além disso, há preocupações sobre plágio e a qualidade do trabalho gerado pela IA, com alguns pesquisadores expressando que isso pode prejudicar o aprendizado e a integridade do processo acadêmico.

Uma pesquisa recente com mais de 5.000 acadêmicos revelou divisões significativas sobre o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) na redação e revisão de manuscritos. Apenas 28% dos entrevistados admitiram ter utilizado IA para editar trabalhos, e muitos não divulgaram essa prática.

O estudo, conduzido pela revista *Nature*, abordou a aceitação ética do uso de IA em diferentes cenários, como a geração de rascunhos e a edição de textos. Mais de 90% dos participantes consideraram aceitável usar IA para editar ou traduzir artigos, mas as opiniões divergem sobre a necessidade de divulgação. Enquanto 65% acreditam que é eticamente aceitável gerar texto com IA, cerca de um terço se opõe a essa prática.

Os pesquisadores foram questionados sobre a aceitação de IA em várias situações, incluindo a elaboração de resenhas por pares. Mais de 60% desaprovou o uso de IA para redigir relatórios de revisão, citando preocupações com a privacidade. No entanto, 57% consideraram aceitável usar IA para auxiliar na revisão, respondendo a perguntas sobre o manuscrito.

A pesquisa também destacou que, embora muitos acadêmicos reconheçam o potencial da IA, a adoção ainda é baixa. Apenas 28% relataram ter usado IA para editar, enquanto 8% a utilizaram para redigir rascunhos. A maioria dos respondentes, 65%, nunca utilizou IA nas situações apresentadas.

Os resultados indicam um entusiasmo crescente, mas uma hesitação em adotar amplamente essas ferramentas. Josh Jarrett, da Wiley, afirmou que a pesquisa valida a percepção de que há entusiasmo, mas baixa adoção de IA no processo de pesquisa. As opiniões variam, com alguns acadêmicos considerando a IA uma norma, enquanto outros a veem como uma forma de fraude.

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