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Governo brasileiro busca atrair data centers, mas especialistas alertam para riscos hídricos

Data centers, essenciais para IA, consomem água e energia em alta, levantando preocupações ambientais no Brasil após a pior seca de 2024.

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O governo brasileiro quer atrair data centers com isenção de impostos, mas especialistas estão preocupados com o impacto ambiental, especialmente após a pior seca da história em 2024. Um estudo da Universidade da Califórnia revelou que fazer entre 20 e 50 perguntas a uma inteligência artificial pode evaporar meio litro de água potável, pois esses centros usam água doce para resfriar os servidores. O Brasil, que tem uma matriz energética hidrelétrica, promete um funcionamento mais sustentável, mas a demanda por água e energia pode aumentar rapidamente, especialmente em regiões já afetadas pela escassez hídrica. O plano do governo ainda não foi detalhado e não houve consulta ao Ministério do Meio Ambiente, o que levanta preocupações sobre a falta de estudos de impacto ambiental. Além disso, as grandes empresas de tecnologia estão sob pressão para reduzir o consumo de água e energia, e algumas estão buscando alternativas, como sistemas de resfriamento que usam menos água.

O governo brasileiro planeja atrair data centers com isenção fiscal, mas especialistas alertam sobre os riscos ambientais. A preocupação surge em meio à pior seca da história do país, ocorrida em 2024. A instalação desses centros, que consomem grandes quantidades de água e energia, pode agravar a escassez hídrica.

Um estudo da Universidade da Califórnia revela que fazer de 20 a 50 perguntas a uma inteligência artificial (IA) pode evaporar meio litro de água potável. Os data centers, responsáveis pelo processamento de dados, utilizam água doce para resfriar os equipamentos. Com 400 milhões de usuários semanais do ChatGPT, o consumo de água pode ser suficiente para abastecer cidades inteiras por um dia.

O governo brasileiro busca posicionar o país como um destino competitivo para investimentos em infraestrutura digital, prometendo operar com energia limpa e menor emissão de carbono. No entanto, a proposta ainda não foi divulgada oficialmente e foi elaborada sem consulta ao Ministério do Meio Ambiente, levantando preocupações sobre a falta de estudos de impacto ambiental.

Os impactos ambientais são significativos, especialmente em regiões já afetadas pela escassez de água. Em Iowa, nos Estados Unidos, a Microsoft utilizou cerca de 41 milhões de litros de água em um mês para resfriar seus data centers. No Brasil, a situação é crítica, com áreas vulneráveis, como o Nordeste, enfrentando desafios hídricos.

O Ministério do Meio Ambiente afirmou que participará do processo de regulamentação da Política Nacional de Data Centers, mas não detalhou as salvaguardas ambientais. Especialistas pedem que a gestão dos recursos hídricos seja priorizada, já que 32 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água tratada. A pressão por soluções sustentáveis é crescente, e as empresas estão buscando alternativas para reduzir o consumo de água e energia.

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