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Preços de smartphones disparam no Brasil e vendas caem quase 10% em um ano

Fabricantes de smartphones reagem à queda nas vendas com modelos mais acessíveis e produção local, mas preços ainda são desafiadores.

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Os preços dos smartphones no Brasil subiram muito, cerca de 88% em um ano, devido a fatores como a alta do dólar e a demanda por novas tecnologias como 5G e inteligência artificial. Isso fez com que as vendas caíssem quase 10%. Para lidar com essa situação, marcas como Apple e Samsung estão lançando modelos mais baratos, enquanto empresas chinesas como Realme e Oppo começaram a produzir localmente para reduzir custos. A Apple, por exemplo, lançou o iPhone 16e, que será produzido no Brasil e custa R$ 5.799, bem menos que a versão regular. A Samsung também lançou o Galaxy A06 5G por R$ 899. As operadoras de telefonia estão aumentando as vendas de celulares, oferecendo melhores condições de pagamento. Além disso, marcas chinesas estão investindo no Brasil, com a Realme e a Oppo estabelecendo fábricas e lançando novos modelos. A Realme, por exemplo, planeja produzir 28 mil unidades por mês e abrir lojas no Brasil. A Oppo quer se tornar uma das principais marcas Android no país até 2029. A Jovi, da Vivo Mobile, também começou a produzir localmente e está animada com o potencial do mercado brasileiro.

O aumento nos preços dos smartphones no Brasil, que subiram em média 88% entre 2023 e 2024, reflete uma combinação de fatores como a alta do dólar, a demanda por tecnologia 5G e inteligência artificial (IA), e a incerteza econômica. O valor médio dos aparelhos saltou de R$ 1.361 para R$ 2.557. Apesar da renda em alta, as vendas de celulares caíram quase 10% no último ano.

Fabricantes como Apple e Samsung estão respondendo a essa crise com lançamentos de modelos mais acessíveis. A Apple introduziu o iPhone 16e, que será produzido no Brasil e custará R$ 5.799, enquanto a Samsung lançou o Galaxy A06 5G, vendido por R$ 899. Essas iniciativas visam aumentar a competitividade em um mercado que enfrenta desafios significativos.

Produção Local e Nacionalização

Marcas chinesas como Realme e Oppo também estão investindo na produção local. A Realme anunciou uma fábrica na Zona Franca de Manaus, com a meta de produzir 28 mil unidades mensais. A Oppo, por sua vez, firmou parceria com a Multilaser para fabricar seus modelos no Brasil, buscando preços mais competitivos.

O diretor de Pesquisas da IDC, Reinaldo Sakis, destaca que a alta dos preços é resultado de incertezas econômicas e mudanças nas cadeias produtivas. A situação é agravada pela alta dos juros, que inibe o crédito para a compra de smartphones. A expectativa é que, ao longo de 2024, as vendas cheguem a 38 milhões de unidades, representando uma queda de 6% em relação ao ano anterior.

Estratégias das Operadoras

As operadoras de telefonia estão aumentando sua participação nas vendas de celulares, que subiu de 9,28% para 12,15% no início de 2025. Elas estão oferecendo subsídios para a troca de aparelhos em planos pós-pagos, com parcelamentos que podem ultrapassar 20 meses. O foco está na venda de celulares 5G, cuja adoção ainda é limitada no país.

A competição no varejo também está aumentando, com mais descontos disponíveis. O administrador de imóveis Rudá Simões encontrou uma boa oferta de iPhone após pesquisar preços entre operadoras e varejistas. O cenário atual, com a entrada de novas marcas e a produção local, promete transformar o mercado de smartphones no Brasil, oferecendo mais opções aos consumidores.

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