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Nasa revela que interior da Lua é desigual e apresenta características vulcânicas

Novo estudo da NASA revela que o lado visível da Lua é até 200 K mais quente que o oculto, devido à composição do manto lunar.

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Um novo estudo da NASA mostrou que o lado da Lua que vemos da Terra é até 200 K (cerca de 180 °C) mais quente que o lado oculto. Essa diferença de temperatura é causada pela composição do manto lunar, que é a camada abaixo da crosta. O lado visível tem mais elementos que produzem calor, como tório e titânio, o que faz com que ele seja mais plano e cheio de mares, enquanto o lado oculto é mais montanhoso. A pesquisa usou uma técnica chamada tomografia por maré, que analisa como a gravidade da Terra afeta a Lua. Os cientistas descobriram que o lado visível é mais deformável, o que indica que é mais quente e menos rígido. Essa descoberta pode ajudar a entender melhor outros corpos celestes e como funcionam os tremores lunares. A NASA planeja lançar em 2026 um sismógrafo para estudar o lado oculto da Lua, o que pode confirmar essas novas informações.

Um novo estudo da NASA, publicado na revista Nature, revelou que o interior da Lua apresenta uma assimetria térmica significativa. O lado visível, voltado para a Terra, é até 200 K (aproximadamente 180 °C) mais quente que o lado oculto. Essa descoberta foi feita através da análise de dados coletados pelas espaçonaves Ebb e Flow, da missão GRAIL (Gravity Recovery and Interior Laboratory).

A diferença de temperatura entre os hemisférios lunar é atribuída à composição do manto, a camada abaixo da crosta. O lado visível contém mais elementos radioativos, como tório e titânio, que geram calor durante seu decaimento. Essa variação explica por que o lado voltado para a Terra é mais plano e coberto por mares lunares, enquanto o lado oculto é mais montanhoso e acidentado.

Tomografia por Maré

A pesquisa utilizou a técnica de tomografia por maré, que analisa a deformação do campo gravitacional da Lua causada pela atração da Terra. Os pesquisadores calcularam o número de Love de grau 3 (k₃) com uma precisão inédita, obtendo um valor 72% maior do que o esperado para uma Lua com estrutura interna simétrica. Esse resultado sugere que o lado visível é mais deformável, indicando uma temperatura maior e menor rigidez.

Além de elucidar um mistério geológico, o estudo abre novas possibilidades para investigar o interior de outros corpos celestes. A técnica pode ser aplicada em planetas e luas do Sistema Solar, como Marte, Encélado e Ganimedes. No caso da Lua, a assimetria térmica pode influenciar os moonquakes, tremores lunares que ocorrem em regiões do manto onde pode haver rocha parcialmente derretida.

A NASA planeja lançar, em 2026, o Farside Seismic Suite, o primeiro sismógrafo a operar no lado oculto da Lua. Essa missão poderá confirmar as hipóteses levantadas pelo estudo e aprofundar o entendimento sobre a estrutura interna do satélite natural da Terra.

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