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Smartex transforma a indústria da moda com tecnologia que reduz desperdício têxtil

Smartex, co-fundada por Gilberto Loureiro, atrai investimentos de gigantes como H&M e Amazon ao reduzir desperdícios na moda.

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Gilberto Loureiro, que trabalhou em uma fábrica de tecidos quando era adolescente, fundou a Smartex, uma empresa que usa tecnologia para reduzir o desperdício na produção de roupas. A Smartex utiliza câmeras e inteligência artificial para identificar defeitos nos tecidos, evitando que 1 milhão de quilos de material sejam descartados. A indústria da moda é conhecida por seu alto nível de desperdício, com uma quantidade enorme de roupas sendo jogadas fora a cada segundo. Loureiro destaca que a moda ainda não se digitalizou completamente, o que representa uma grande oportunidade para inovação. A empresa já recebeu investimentos de grandes nomes como H&M e Amazon, que reconhecem o potencial de tornar a produção têxtil mais eficiente. A Smartex busca se tornar um sistema que ajude as fábricas a rastrear informações sobre a produção, como a origem dos tecidos e o uso de água. O investimento em Smartex é visto como arriscado, mas com grande potencial de retorno, já que a indústria da moda é enorme e cheia de desafios.

Gilberto Loureiro, co-fundador da Smartex, desenvolveu uma tecnologia que visa reduzir o desperdício na produção têxtil. A empresa já preveniu 1 milhão de quilos de resíduos e atraiu investimentos de grandes nomes como H&M e Amazon. A iniciativa surge em um contexto onde a indústria da moda enfrenta um grave problema de desperdício, com uma quantidade significativa de roupas descartadas a cada segundo.

Loureiro, que trabalhou em fábricas têxteis na juventude, percebeu as ineficiências do setor. Após concluir um mestrado em física, ele fundou a Smartex, que utiliza câmeras e inteligência artificial para identificar defeitos em tecidos durante a produção. Essa tecnologia permite que 0,37% a mais de roupas sejam produzidas por quilo de tecido, um avanço significativo em um setor que ainda luta para se digitalizar.

A Smartex já recebeu mais de R$ 40 milhões em investimentos, incluindo uma rodada de US$ 24,7 milhões liderada por Tony Fadell, inventor do iPod. A empresa também se destacou no programa AWS Compute for Climate Fellowship, que apoia startups de tecnologia climática. Loureiro observa que a falta de tecnologia na produção de vestuário representa uma grande oportunidade de mercado, já que a indústria da moda é uma das maiores poluidoras do mundo.

Desafios e Oportunidades

A complexidade das cadeias de suprimento na moda, que vão desde o cultivo de matérias-primas até a confecção das roupas, dificulta a adoção de soluções digitais. Loureiro destaca que 20% da poluição da água global é causada pela coloração e acabamento de têxteis. Para convencer os proprietários de fábricas a investir na Smartex, é crucial demonstrar um retorno sobre investimento (ROI) claro, que geralmente ocorre em um período de nove a dezoito meses.

A meta da Smartex é se tornar um “sistema operacional” para fábricas, permitindo que marcas rastreiem informações sobre a origem dos produtos e o uso de recursos hídricos. Loureiro acredita que, com a tecnologia certa, é possível transformar a indústria da moda, que atualmente é vista como uma das mais desatualizadas em termos de digitalização.

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