A Xiaomi anunciou que vai investir 50 bilhões de yuans, cerca de 6,9 bilhões de dólares, nos próximos dez anos para desenvolver seu próprio processador móvel, chamado Xring O1. O lançamento do chip está previsto para 22 de maio e será fabricado com tecnologia de 3 nanômetros. O cofundador da empresa, Lei Jun, destacou a importância dos chips para a estratégia da Xiaomi, que atualmente depende de fornecedores como Qualcomm e MediaTek. A empresa já investiu mais de 13,5 bilhões de yuans nos últimos quatro anos e planeja gastar 6 bilhões de yuans em pesquisa e desenvolvimento este ano. A Xiaomi tem uma equipe de mais de 2.500 pessoas focadas em semicondutores. O novo processador pode dar à Xiaomi uma vantagem em relação a concorrentes como a Huawei, que enfrenta dificuldades para produzir chips mais avançados. O investimento em tecnologia de ponta também está alinhado com as metas do governo chinês para melhorar a indústria de semicondutores do país. Além disso, a Xiaomi está buscando novas oportunidades de crescimento além de smartphones, incluindo veículos elétricos, embora tenha enfrentado desafios nesse setor.
A Xiaomi anunciou um investimento de 50 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 6,9 bilhões) ao longo de uma década para desenvolver seu próprio processador móvel, o Xring O1. A revelação do chip está marcada para 22 de maio e será fabricado com tecnologia de 3 nanômetros.
O cofundador da Xiaomi, Lei Jun, destacou em uma publicação no Weibo que a empresa precisa dominar a tecnologia de chips para se tornar uma grande companhia de tecnologia. Desde 2021, a Xiaomi se comprometeu com essa iniciativa, investindo mais de 13,5 bilhões de yuans nos últimos quatro anos e planejando destinar 6 bilhões de yuans em pesquisa e desenvolvimento apenas neste ano.
Atualmente, a Xiaomi conta com uma equipe de mais de 2.500 profissionais dedicados ao setor de semicondutores. O Xring O1 será produzido por uma fundição ainda não divulgada, mas a escolha da tecnologia de 3nm exclui a Semiconductor Manufacturing International Corporation (SMIC), que ainda opera com 7nm devido a restrições de exportação dos Estados Unidos.
Estratégia de Mercado
A fabricante de smartphones e veículos elétricos busca reduzir sua dependência de empresas como Qualcomm e MediaTek. A estratégia se assemelha à da Apple, que projeta seus próprios chips para otimizar a integração com seu software. O novo processador pode proporcionar à Xiaomi uma vantagem competitiva em relação à Huawei, que enfrenta dificuldades para obter chips mais avançados.
O investimento em semicondutores está alinhado com as diretrizes do presidente chinês, Xi Jinping, que visa fortalecer a posição da China em tecnologia de ponta. Além disso, a Xiaomi tem explorado novos mercados, como o de veículos elétricos, embora tenha enfrentado desafios após um acidente fatal envolvendo um de seus modelos.
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