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EUA acusam russo de liderar grande rede global de cibercrime

Cibercrime: líder de grupo que desenvolveu malware Qakbot é indiciado nos EUA. Danos superam centenas de milhões de dólares.

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Um cidadão russo chamado Rustam Gallyamov foi acusado de liderar um esquema de cibercrime que causou danos de centenas de milhões de dólares. O caso foi divulgado recentemente, como parte dos esforços dos EUA para combater crimes cibernéticos da Rússia, especialmente ataques de ransomware. Gallyamov e seu grupo atacaram várias empresas nos Estados Unidos, incluindo um consultório dentário em Los Angeles e uma empresa de música no Tennessee. O Departamento de Justiça dos EUA está tentando recuperar mais de 24 milhões de dólares em criptomoedas que foram roubadas. O malware que ele desenvolveu, chamado Qakbot, foi usado em ataques que afetaram agências de saúde e órgãos governamentais em todo o mundo. Gallyamov teria lucrado com ataques de ransomware realizados por outros hackers que usaram seu software. Após uma operação do FBI e agências de segurança europeias que desmantelou uma rede de computadores infectados com Qakbot, ele tentou encontrar novas maneiras de oferecer seu malware. O Departamento de Estado dos EUA ofereceu 10 milhões de dólares por informações sobre os responsáveis pelo Qakbot, mas a falta de um tratado de extradição entre os EUA e a Rússia dificulta a possibilidade de Gallyamov ser julgado nos Estados Unidos. Ele também colaborou com a gangue de ransomware Conti, que lucrou 25 milhões de dólares em um curto período em 2021, e, mesmo após a invasão da Ucrânia, conseguiu novos clientes para seu malware.

Um cidadão russo, Rustam Gallyamov, foi indiciado por liderar um esquema de cibercrime global que causou centenas de milhões de dólares em danos. O caso foi revelado na quinta-feira, em um esforço contínuo dos EUA para combater crimes cibernéticos originados na Rússia, especialmente ataques de ransomware.

O grupo de Gallyamov atacou diversas empresas nos Estados Unidos, incluindo um consultório dentário em Los Angeles e uma empresa de música no Tennessee. O Departamento de Justiça dos EUA anunciou que está trabalhando para devolver mais de 24 milhões de dólares em criptomoedas, supostamente roubadas e apreendidas.

Detalhes do Crime

O malware desenvolvido por Gallyamov, conhecido como Qakbot, foi utilizado em ataques que afetaram agências de saúde e órgãos governamentais em todo o mundo. Ele teria recebido uma parte dos lucros de ataques de ransomware realizados por outros hackers utilizando seu software. No ataque à empresa de música no Tennessee, Gallyamov teria recebido mais de 300 mil dólares.

Em 2023, o FBI e agências de segurança europeias desmantelaram uma vasta rede de computadores infectados com Qakbot, confiscando milhões de dólares. Após essa operação, Gallyamov buscou novas formas de disponibilizar seu software para cibercriminosos.

A Resposta das Autoridades

O Departamento de Estado dos EUA ofereceu 10 milhões de dólares por informações sobre os responsáveis pelo Qakbot. A falta de um tratado de extradição entre os EUA e a Rússia complica a possibilidade de Gallyamov ser levado à justiça americana. A acusação revela a trajetória de um cibercriminoso resiliente, que continuou suas atividades mesmo após a desarticulação de sua rede anterior.

Gallyamov também teria colaborado com a gangue de ransomware Conti, que lucrou 25 milhões de dólares em um curto período em 2021. Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, a gangue enfrentou dificuldades, mas Gallyamov aparentemente encontrou novos clientes para seu malware.

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