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Chicago Sun-Times publica lista de leitura com livros fictícios gerados por IA

Jornal americano publica lista de leitura com livros fictícios gerados por IA, resultando em demissão de jornalista e críticas severas.

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O Chicago Sun-Times recebeu críticas após publicar uma lista de leitura com livros que não existem, todos gerados por inteligência artificial. Essa lista fazia parte de uma seção especial do jornal e foi criada por um parceiro externo, sem a supervisão da equipe editorial. O jornalista Marco Buscaglia, que fez a lista, admitiu que usou IA para coletar as informações e não verificou os dados antes de enviá-los. Como resultado, seu contrato foi rescindido. A CEO do jornal, Melissa Bell, chamou o episódio de inaceitável e disse que o conteúdo deveria ter sido claramente identificado como produzido fora da redação. O caso não é isolado, já que outro jornal, o Philadelphia Inquirer, também publicou material semelhante com informações falsas. A empresa responsável pela produção do conteúdo, King Features, lamentou o incidente e encerrou o contrato com Buscaglia.

A edição de domingo, 18, do Chicago Sun-Times gerou polêmica ao publicar uma lista de leitura com livros fictícios e fontes inventadas, todos criados por inteligência artificial (IA). O conteúdo, parte de uma seção especial chamada “Índice de calor: seu guia para o melhor do verão”, foi elaborado por um parceiro externo, sem a supervisão da equipe editorial. A lista digital foi retirada do ar e os assinantes da versão impressa não serão cobrados.

Entre os títulos recomendados estavam obras atribuídas a autores reais, como Nightshade Market, supostamente de Min Jin Lee, e Boiling Point, creditado a Rebecca Makkai, ambos inexistentes. O jornalista freelancer Marco Buscaglia, responsável pela lista, admitiu que utilizou IA para compilar as informações e não verificou os dados antes de enviá-los à empresa King Features Syndicate, que produziu o conteúdo. Ele declarou: “Estupidamente, e 100% culpa minha, acabei de republicar esta lista que [um programa de IA] divulgou”.

Consequências e Reações

O caso não se limita ao Chicago Sun-Times. O Philadelphia Inquirer também publicou material semelhante da mesma empresa, reconhecendo que parte do conteúdo era “aparentemente fabricado, totalmente falso ou enganoso”. A King Features encerrou o contrato com Buscaglia por violação de política editorial e lamentou o incidente.

A CEO da Chicago Public Media, Melissa Bell, classificou o episódio como “inaceitável” e afirmou que o conteúdo deveria ter sido claramente rotulado como produzido fora da redação. Ela prometeu transparência nas investigações e anunciou que a organização está reavaliando suas parcerias com fornecedores de conteúdo.

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