Durante a COP30, que acontecerá em novembro em Belém, serão apresentados dois relatórios sobre mudanças climáticas e resiliência urbana, feitos pela Universidade Columbia em parceria com instituições brasileiras, como a UFRJ e a PUC-Rio. Esses estudos focam em eventos climáticos extremos e suas consequências sociais. A Universidade Columbia já colabora com a prefeitura do Rio de Janeiro desde 2010 e, atualmente, um novo projeto busca usar inteligência artificial para ajudar comunidades a se prepararem para desastres climáticos. A cooperação entre Brasil e Estados Unidos em pesquisa começou nos anos 1950, com parcerias como a da UFV com a Universidade Purdue. O programa Fulbright, que apoia essa colaboração, é um dos principais financiadores de intercâmbios acadêmicos. Em 2024, 671 estudantes brasileiros foram financiados para estudar nos EUA. A professora Juliana Pacheco, que se formou na UFRJ, agora trabalha na Universidade Virginia Tech e tem promovido a contratação de pesquisadores brasileiros. Além disso, a Coppe-UFRJ e a Virginia Tech firmaram um acordo para desenvolver projetos na área de engenharia nuclear. O Insper também mantém várias parcerias com universidades americanas, incluindo a Universidade Columbia, focando em desafios climáticos e sistemas sustentáveis.
Durante a COP30, que ocorrerá em novembro em Belém (PA), serão apresentados dois relatórios inéditos sobre mudanças climáticas e resiliência urbana. Os documentos foram elaborados pela Rede de Pesquisa em Mudanças Climáticas Urbanas (UCCRN), em parceria com a Universidade Columbia, de Nova York. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) participaram da elaboração dos estudos.
Os relatórios focam em eventos extremos, como ondas de calor, e abordam questões sociais. Andrea Santos, professora da Coppe-UFRJ e diretora da UCCRN na América Latina, destacou que os estudos serão utilizados no relatório especial de cidades do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). A Universidade Columbia mantém uma parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro desde 2010, com projetos que incluem o uso de inteligência artificial para melhorar a resposta a eventos climáticos extremos.
Cooperação Brasil-Estados Unidos
A colaboração entre Brasil e Estados Unidos em pesquisa e tecnologia remonta aos anos 1950, com parcerias como a da Universidade Federal de Viçosa (UFV) com a Universidade Purdue. A Purdue é uma das instituições mais procuradas por bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que oferece programas em parceria com a Comissão Fulbright Brasil. Em 2024, 671 estudantes foram financiados pelo programa de doutorado sanduíche nos EUA.
Pesquisadores brasileiros, como Juliana Pacheco, que se formou em engenharia nuclear pela UFRJ, têm contribuído para fortalecer essa cooperação. Pacheco, que foi bolsista da Capes, atualmente contrata pesquisadores brasileiros nos Estados Unidos. Em 2022, um memorando de entendimento foi firmado entre a Coppe-UFRJ e a Virginia Tech, abrangendo diversas áreas da engenharia nuclear.
Projetos em Andamento
O Insper também se destaca com 120 parcerias institucionais, sendo 26 com instituições americanas. A colaboração com a Universidade Columbia inclui um curso sobre desafios climáticos e sistemas agroalimentares sustentáveis. O presidente do Insper, Guilherme Martins, afirmou que essas parcerias visam posicionar o Brasil como referência em pesquisa, especialmente em temas que exigem entendimento de contextos locais.
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