Em 2018, a Christie’s fez seu primeiro leilão de uma obra de arte criada por inteligência artificial, que foi vendida por $432,500. Victor Wong, um artista de Hong Kong, achou que essa pintura não era tão inovadora e decidiu criar algo diferente. Ele desenvolveu o AI Gemini, um robô que pinta paisagens tradicionais chinesas usando algoritmos. As obras de Wong têm vendido por cerca de $20,000. O robô utiliza um braço mecânico para pintar em papel Xuan, e suas criações são inspiradas em dados como mapas da NASA e flutuações de preços de ações. Wong acredita que a combinação de tecnologia e arte pode gerar algo novo, apesar das críticas sobre a originalidade da arte gerada por IA. Ele não usa imagens geradas por IA, mas sim algoritmos que imitam técnicas de mestres da pintura. Wong já fez exposições em várias cidades e defende que a tecnologia sempre fez parte da arte, citando inovações ao longo da história. Ele afirma que a aceitação da IA na arte ainda é um desafio, mas acredita que é uma parte inevitável da vida moderna.
Em 2018, a Christie’s realizou seu primeiro leilão de uma obra de arte criada por inteligência artificial (IA), que foi vendida por $432,500. O artista Victor Wong, baseado em Hong Kong, não considerou a pintura inovadora, afirmando que ela apenas imita o trabalho humano. Para criar algo único, ele desenvolveu o AI Gemini, um robô que pinta paisagens tradicionais chinesas.
O AI Gemini é descrito como o “primeiro artista de tinta artificial inteligente do mundo”, segundo a 3812 Gallery, que representa Wong. O robô utiliza um braço robótico reprogramado e um algoritmo que interpreta conjuntos de dados escolhidos por Wong. As obras são pintadas em papel Xuan, tradicionalmente usado para pintura. Uma série de obras foi inspirada pela missão da China de enviar um rover lunar, utilizando dados de um mapa 3D da NASA.
Wong também aplica dados como índices de ações, onde as flutuações são representadas como montanhas e vales. O processo de pintura leva de oito a dez horas para uma obra de um metro quadrado. Desde o lançamento do AI Gemini, Wong realizou exposições em várias cidades, incluindo Hong Kong e Londres, e suas obras têm sido vendidas por cerca de $20,000 cada.
Controvérsias na Arte com IA
A utilização de IA na arte gera controvérsias. Em 2023, mais de 6,500 pessoas assinaram uma carta aberta pedindo a Christie’s Nova York para cancelar um leilão dedicado a obras de arte geradas por IA. O leilão ocorreu e arrecadou $729,000. Críticos afirmam que a arte gerada por IA carece de originalidade e se baseia em imagens protegidas por direitos autorais.
Wong, no entanto, não utiliza imagens geradas por IA. Ele afirma que seu algoritmo imita o estilo dos mestres, mas não copia suas obras. Apesar de alguns visitantes de suas exposições afirmarem que “não é arte”, Wong defende que suas criações são originais. Ele acredita que a inovação é uma força criativa essencial e que a tecnologia e a arte sempre estiveram interligadas.
Wong destaca que a arte evolui com a tecnologia, citando a invenção do pincel na China e as inovações de artistas como Leonardo da Vinci. Ele conclui que a IA é uma parte inevitável da vida moderna e da criação artística.
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