Eugene Kaspersky, CEO da empresa russa de cibersegurança Kaspersky, falou sobre a habilidade dos cibercriminosos russos e a atuação dos brasileiros no setor financeiro. Ele destacou que a Kaspersky mantém equipes de pesquisa em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, para entender melhor como os criminosos operam. A empresa, que está sob embargo dos EUA, continua a crescer e registrou uma receita recorde de US$ 822,5 milhões no último ano. Kaspersky também mencionou a descoberta de falhas graves no iMessage e no Chrome, que estavam sendo exploradas por hackers russos. Apesar das tensões políticas, a Kaspersky colabora com empresas como Google e Apple para resolver problemas de segurança. Além disso, a empresa usa inteligência artificial para analisar ameaças cibernéticas e já identificou um aumento na cooperação entre hackers globalmente, o que pode complicar ainda mais a situação da segurança online.
A Kaspersky, empresa russa de cibersegurança, continua a expandir suas operações globalmente, mesmo sob embargo dos Estados Unidos. O CEO Eugene Kaspersky destacou a sofisticação dos cibercriminosos russos e a atuação dos brasileiros no setor financeiro durante sua visita ao Brasil. Ele enfatizou que o cibercrime é um problema global, com diversos atores maliciosos dificultando o rastreamento.
Kaspersky mantém equipes de pesquisa em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, para entender melhor as táticas dos cibercriminosos. O executivo afirmou que grupos organizados trocam informações e tecnologia, e que os desenvolvedores russos são essenciais para o submundo da internet. A empresa, que reportou receita recorde de US$ 822,5 milhões no último ano, atende tanto o público corporativo quanto o governo brasileiro.
Vulnerabilidades e Inteligência Artificial
Entre 2023 e 2025, a Kaspersky identificou vulnerabilidades graves no iMessage e no Chrome, que permitiam invasões sem interação do usuário. Essas falhas já eram exploradas por grupos russos. Apesar das tensões geopolíticas, Google e Apple reagiram rapidamente aos alertas da Kaspersky, corrigindo os problemas e compensando a empresa.
Eugene Kaspersky também mencionou a evolução da inteligência artificial, que pode aumentar a cooperação entre hackers. A tecnologia facilita a superação de barreiras linguísticas e permite que criminosos adaptem vírus a contextos locais. A Kaspersky utiliza redes neurais para analisar um volume massivo de códigos maliciosos, processando cerca de 400 mil arquivos diariamente.
Colaboração Internacional
A atuação de cibercriminosos brasileiros, especialmente em fraudes bancárias, foi destacada por Kaspersky. Ele lembrou que, desde os anos 1990, observou a presença de hackers brasileiros em códigos de vírus. A Kaspersky colaborou com a Polícia Federal e a Interpol para desmantelar um grupo que operava em 45 países.
A empresa mantém um escritório em São Paulo desde dois mil e também possui sedes na Cidade do México e em Bogotá. Kaspersky acredita que sua presença global e a capacidade de entender diferentes culturas e idiomas conferem uma vantagem competitiva em relação a empresas norte-americanas.
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