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Melania Trump lança audiobook narrado por inteligência artificial em sua voz

Melania Trump lança audiobook narrado por IA em sua voz, levantando questões sobre o futuro do emprego na mídia e a evolução da tecnologia.

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Melania Trump lançou um audiobook de sua autobiografia, mas a narração não é dela. O livro é narrado por uma versão de sua voz criada por inteligência artificial. Ela destacou a importância dessa tecnologia na indústria de mídia, que pode mudar a forma como o conteúdo é produzido. Especialistas afirmam que o uso de IA para narrações está se tornando comum, mas a adoção em larga escala deve acontecer de forma gradual. Enquanto isso, empresas de tecnologia estão desenvolvendo ferramentas que facilitam a criação de vídeos e áudios realistas. A chegada da IA levanta preocupações sobre o futuro dos empregos na mídia, especialmente após uma greve de roteiristas que buscava proteger seus trabalhos da automação. Embora algumas funções possam ser substituídas, outras, que exigem habilidades humanas mais complexas, devem continuar a precisar de profissionais. A indústria pode mudar suas contratações para incluir pessoas com conhecimentos em IA, mas isso não significa necessariamente cortes de empregos.

Melania Trump lançou um audiobook narrado por uma versão de sua voz gerada por inteligência artificial (IA) na quinta-feira. A ex-primeira-dama anunciou a novidade em uma postagem na plataforma X, destacando que a obra, intitulada *Melania – The AI Audiobook*, foi criada sob sua supervisão. Essa iniciativa evidencia o potencial da IA na produção de conteúdo e levanta questões sobre o futuro do trabalho na indústria de mídia.

A utilização de IA para narrações não é novidade, mas a escolha de Trump coloca a tecnologia em evidência. Especialistas afirmam que a adoção de IA para trabalhos de voz está se tornando comum, especialmente com ferramentas de empresas como Google e ElevenLabs, que facilitam a conversão de textos em áudio. Clay Shirky, vice-reitor para IA e tecnologia na educação da Universidade de Nova York, afirmou que a transição para o uso de IA não será imediata, mas representa um marco significativo.

A recente estreia do audiobook de Trump coincide com o lançamento de novas ferramentas de geração de vídeo por empresas de tecnologia. A Google, por exemplo, apresentou um modelo avançado que cria diálogos entre personagens. Embora a tecnologia atual seja mais adequada para vídeos curtos, a expectativa é que redes de TV e produtoras busquem integrar a IA em seus programas.

A introdução de conteúdo gerado por IA também suscita preocupações sobre a substituição de empregos. Um relatório do Fórum Econômico Mundial indicou que quarenta e um por cento dos empregadores planejam reduzir suas equipes devido à crescente automação. A Writers Guild of America, que representa roteiristas, já havia realizado uma greve em 2023 para proteger seus empregos contra a IA.

A discussão sobre o impacto da IA no mercado de trabalho é complexa. Enquanto algumas funções, como narrações, podem ser rapidamente afetadas, outras que exigem habilidades interpessoais e análise crítica, como o jornalismo investigativo, são mais difíceis de substituir. A adaptação do setor pode levar à inclusão de profissionais com expertise em IA, sem necessariamente resultar em cortes de vagas.

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