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Rio de Janeiro se transforma em palco noturno para a chegada do Graf Zeppelin

Dirigíveis estão ressurgindo como alternativa sustentável na aviação. O legado do Graf Zeppelin inspira novas inovações.

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O Graf Zeppelin foi um dirigível de 236 metros que fez história ao abrir a primeira rota aérea de passageiros entre o Brasil e a Europa em 25 de maio de 1930. Ele chegou ao Rio de Janeiro após uma viagem que começou na Alemanha e passou pelo Recife. A recepção foi emocionante, com muitas pessoas esperando ansiosamente na Baía de Guanabara. Quando o dirigível finalmente pousou no Campo dos Afonsos, a multidão aplaudiu. O Graf Zeppelin fez 64 viagens ao Brasil em sete anos, mas o uso de dirigíveis diminuiu após a explosão do Hindenburg em 1937. Atualmente, novas empresas estão criando dirigíveis que usam hélio, uma opção mais ecológica, mas esses projetos ainda estão sendo estudados.

O Graf Zeppelin, um dirigível de 236 metros, fez história ao inaugurar a primeira rota aérea de passageiros entre o Brasil e a Europa em 25 de maio de 1930. A aeronave cruzou o céu do Rio de Janeiro, atraindo uma multidão ansiosa que aguardava sua chegada na Baía de Guanabara. Às 6h30, o gigante de alumínio aterrissou no Campo dos Afonsos, em Santa Cruz, simbolizando a modernidade na aviação comercial.

O professor de Museologia e Patrimônio da Unirio, Charles Narloch, destaca a importância desse evento: “Trata-se de um marco histórico para a aviação comercial”. O Graf Zeppelin, que havia completado uma volta ao mundo em 1929, era considerado um ícone de desenvolvimento tecnológico. Com capacidade para 20 passageiros e 36 tripulantes, a passagem custava o equivalente a US$ 8 mil em valores atuais.

A Chegada do Zeppelin

A viagem do dirigível começou na Alemanha em 18 de maio de 1930, passando pelo Recife antes de chegar ao Rio. A recepção na capital pernambucana foi festiva, com uma torre de atração erguida para auxiliar na aterrissagem. No Rio, a expectativa era alta, e muitos passaram a noite em claro para ver o dirigível. O jornal O Globo relatou que um homem adormeceu à espera do Graf Zeppelin e caiu na Baía de Guanabara, mas foi resgatado.

Quando o dirigível finalmente apareceu, a cidade explodiu em aplausos e gritos. O Graf Zeppelin sobrevoou a orla até o Campo dos Afonsos, onde a aterrissagem era um espetáculo. Aproximadamente 150 homens ajudavam a amarrar a aeronave ao solo, enquanto autoridades e convidados assistiam ao evento.

O Legado dos Dirigíveis

O Graf Zeppelin realizou 64 viagens ao Brasil em sete anos, mas a ascensão dos dirigíveis foi interrompida após a explosão do Hindenburg em 1937. Atualmente, novas empresas estão desenvolvendo modelos de dirigíveis que utilizam hélio, uma alternativa menos poluente à aviação comercial. Esses projetos ainda estão em fase de estudos, mas prometem reviver o interesse por essas aeronaves históricas.

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