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Inteligência artificial consome energia equivalente a micro-ondas por uma hora

Vídeos gerados por IA consomem energia equivalente a um micro-ondas ligado por uma hora, levantando preocupações ambientais.

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Uma pesquisa do MIT revelou que cinco segundos de vídeo gerados por inteligência artificial consomem a mesma quantidade de energia que um micro-ondas ligado por uma hora. O estudo, chamado “Fome de poder: IA e o futuro da nossa energia”, destaca o impacto ambiental do uso crescente de ferramentas de IA, especialmente em plataformas que produzem conteúdo multimídia. Os pesquisadores analisaram o consumo de energia de diferentes modelos de IA, como o Sora da OpenAI e o Veo do Google, e descobriram que a produção de vídeos requer um alto gasto energético, especialmente quando feita em larga escala. Desde 2017, o consumo de energia em data centers aumentou devido à demanda por hardware especializado, como GPUs, e agora esses centros consomem 4,4% da energia total dos Estados Unidos, com previsão de triplicar até 2028. Além disso, a geração de vídeos por IA exige muito mais energia do que tarefas simples, como buscas na internet. O estudo também revelou que o uso de água para resfriar os data centers é significativo, e as emissões de carbono são altas, pois muitos desses centros utilizam energia de fontes não renováveis. Apesar do impacto, as empresas de tecnologia não costumam divulgar informações sobre o consumo energético de seus sistemas de IA. Embora algumas aleguem que a produção de vídeos por IA é menos prejudicial ao meio ambiente do que filmes tradicionais, essa comparação é contestada. Os pesquisadores sugerem que as empresas adotem práticas mais sustentáveis e que haja maior transparência sobre os custos ambientais da IA.

Um vídeo de cinco segundos gerado por inteligência artificial (IA) consome tanta energia quanto um micro-ondas ligado por uma hora. Essa informação é parte da pesquisa “Power Hungry: AI and our energy future”, realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O estudo, publicado em maio de 2025, destaca o impacto ambiental do uso crescente de ferramentas de IA, especialmente em plataformas que produzem conteúdo multimídia.

Os pesquisadores analisaram o consumo energético de sistemas de IA voltados para a geração de imagens e vídeos. A pesquisa revelou que a produção de apenas cinco segundos de vídeo com a IA chinesa CogVideoX consome aproximadamente 1 kWh. Entre 2005 e 2017, o consumo de eletricidade em data centers permaneceu estável, mas a partir de 2017, a demanda por hardware especializado, como GPUs, fez o consumo dobrar. Atualmente, esses centros representam 4,4% de toda a energia consumida nos Estados Unidos, com previsão de triplicar até 2028.

Impacto Ambiental

O estudo também analisou o ciclo completo de processamento de IA, desde o treinamento até a geração de vídeos. O treinamento de modelos avançados exige milhares de GPUs funcionando por semanas, resultando em um alto consumo energético. Além disso, a geração de vídeos em larga escala, especialmente em plataformas populares, multiplica esse gasto. A geração de vídeos requer modelos com bilhões de parâmetros, que realizam cálculos complexos para criar imagens realistas.

Os data centers também demandam grandes quantidades de água para evitar superaquecimento. Por exemplo, a geração de 100 palavras pelo ChatGPT consome 519 mililitros de água. As emissões de carbono são elevadas, pois muitos centros estão localizados em regiões onde a energia é gerada a partir de fontes não renováveis, como gás natural.

Necessidade de Transparência

Apesar do impacto ambiental significativo, as grandes empresas de tecnologia raramente divulgam dados sobre o consumo energético de seus sistemas de IA. Essa falta de transparência pode prejudicar a imagem de inovação sustentável que essas empresas tentam promover. Embora algumas aleguem que a produção de vídeos por IA tem um impacto ambiental menor do que as produções cinematográficas tradicionais, essa comparação é questionável, segundo os pesquisadores.

A pesquisa do MIT sugere que as empresas adotem práticas mais sustentáveis, como o uso de energia renovável e a priorização de algoritmos eficientes. A pressão por maior transparência é crescente, pois consumidores informados podem reconsiderar o uso indiscriminado de recursos gerados por IA. O debate sobre o impacto climático da inteligência artificial deve continuar a crescer, com usuários desempenhando um papel crucial na cobrança por mudanças.

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