O rover Perseverance da NASA, que está em Marte, gravou sons do planeta e descobriu que ele é mais silencioso do que se pensava. Isso acontece porque a atmosfera de Marte é muito fina, o que muda como o som se comporta. Os microfones do rover capturaram ruídos como o vento e o funcionamento de suas peças, e os cientistas ficaram surpresos ao perceber que, em alguns momentos, parecia que os microfones não estavam funcionando, mas na verdade havia pouco som ao redor. Os sons foram compartilhados em uma conta do Perseverance no Soundcloud, e a NASA também publicou um estudo sobre isso na revista Nature. Os sons graves se movem mais devagar em Marte do que na Terra, e isso ajuda os cientistas a entender melhor o planeta.
Nos últimos quatro anos, o rover Perseverance da NASA tem explorado Marte, capturando sons do planeta. Recentemente, a NASA divulgou áudios que revelam que Marte é mais silencioso do que se pensava. Os sons se comportam de maneira diferente devido à baixa pressão atmosférica, que é cerca de 1% da pressão da Terra.
Os microfones do Perseverance, incluindo um conhecido como SuperCam, gravaram ruídos do vento e das peças mecânicas do rover. Esses sons foram compartilhados pela NASA em sua conta no Soundcloud e em seu perfil no X. A cientista do Laboratório Nacional de Los Alamos, Nina Lanza, comentou que ouvir os sons de Marte proporciona uma sensação de proximidade com a superfície do planeta.
Um estudo publicado na revista Nature em 2022 analisou a acústica em Marte com base nas gravações do Perseverance. Os pesquisadores descobriram que o planeta é tão silencioso que, em alguns momentos, a equipe acreditou que os microfones haviam parado de funcionar. Na verdade, o rover simplesmente não estava captando muitos sons ao seu redor.
A baixa pressão atmosférica de Marte, composta principalmente de dióxido de carbono, afeta a propagação do som. Na Terra, o som viaja a aproximadamente 1.235 quilômetros por hora, enquanto em Marte, os tons mais profundos se movem a cerca de 861 quilômetros por hora, e os mais altos viajam a 900 quilômetros por hora. Essa descoberta está mudando a forma como os cientistas entendem o ambiente sonoro do Planeta Vermelho.
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