Alunas do Colégio Santa Maria, em Belo Horizonte, denunciaram que suas fotos foram alteradas por inteligência artificial para criar conteúdo pornográfico. O material, que foi divulgado e vendido em um grupo no Telegram, foi feito sem o consentimento das meninas, usando imagens que elas mesmas postaram nas redes sociais. No total, 17 alunas do ensino médio estão envolvidas na denúncia, que está sendo investigada pelo Ministério Público de Minas Gerais. As vítimas e suas famílias planejam registrar um boletim de ocorrência. O colégio informou que está oferecendo apoio às alunas e que notificará o Conselho Tutelar, o MPMG e a Delegacia de Crimes Cibernéticos. Alunos do 3º ano do ensino médio publicaram uma nota de repúdio, chamando o ato de importunação sexual e exigindo punições severas. A escola já implementou medidas para lidar com a situação, incluindo escuta das vítimas e do suposto autor, além de reforçar atividades educativas sobre bullying e suas consequências.
Adolescentes do Colégio Santa Maria, em Belo Horizonte, denunciaram que suas fotos foram manipuladas por inteligência artificial (IA) para criar conteúdo pornográfico. O material, segundo as alunas, está sendo divulgado e comercializado em um grupo no Telegram por um colega. As imagens foram geradas sem consentimento, a partir de fotos que as estudantes publicaram em redes sociais.
Pelo menos dezessete alunas do ensino médio registraram a denúncia, e o caso já está sendo investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). As vítimas e seus familiares planejam registrar boletim de ocorrência ainda nesta quarta-feira, dia quatro de junho.
Em nota, o colégio afirmou que adotou medidas de acolhimento às vítimas e que comunicará o Conselho Tutelar, o MPMG e a Delegacia de Crimes Cibernéticos. Alunos do terceiro ano do ensino médio publicaram uma nota de repúdio nas redes sociais, classificando o caso como “importunação sexual, exposição indevida e violência digital”. O texto exige punição rigorosa e destaca a insegurança vivida pelas estudantes.
O MPMG iniciou a apuração após um requerimento da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O Colégio Santa Maria já desenvolve atividades educativas sobre o uso ético da tecnologia e medidas de prevenção contra violência digital. As ações incluem acolhimento das vítimas, escuta do suposto autor e aplicação de medidas disciplinares.
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