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Robôs autônomos avançam e buscam espaço no cotidiano das residências

Robôs autônomos estão se tornando parte do cotidiano, com destaque para o Artemis, que venceu a Robocup 2024 sem usar IA para locomoção.

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Dennis Hong, professor da Universidade da Califórnia, apresentou o robô Artemis, que ganhou a Robocup 2024. O Artemis é projetado para se mover em ambientes reais sem usar inteligência artificial para locomoção, utilizando apenas modelos matemáticos baseados na física. Hong acredita que os robôs devem ter forma humana para navegar melhor em espaços feitos para pessoas. Ele já criou mais de 60 robôs, incluindo um que dança e outro que anda sobre a água. Durante sua apresentação, ele destacou que a IA é usada em outras funções, como visão e planejamento, mas não para a movimentação do Artemis, pois não há dados suficientes para treinar um robô a andar sozinho apenas com IA. Hong também está testando diferentes métodos de controle para robôs, comparando a física clássica com aprendizado por reforço, uma forma de IA. Ele enfatiza que a aceitação cultural dos robôs é tão importante quanto os avanços tecnológicos.

MADRI, ESPANHA – O robô Artemis, desenvolvido por Dennis Hong, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles, venceu a RoboCup 2024, um torneio internacional de futebol entre robôs autônomos. A apresentação ocorreu durante o South Summit Madrid 2025, onde Hong destacou a evolução dos robôs, que agora operam de forma autônoma em ambientes reais.

Hong, conhecido por criar mais de sessenta modelos de robôs, enfatizou que o Artemis foi projetado para se locomover sem o uso de inteligência artificial (IA) para controle de movimento. Em vez disso, utiliza modelos matemáticos baseados nas leis da física. “O verdadeiro teste de um robô é colocá-lo fora do laboratório”, afirmou Hong, que realiza testes regulares do Artemis em ambientes externos.

Inovações em Robótica

O robô Artemis, que significa Tecnologia Robótica Avançada com Mobilidade Aprimorada e Estabilidade Melhorada, possui uma estrutura humanoide, com dois braços, duas pernas, tronco e cabeça. Hong acredita que essa forma é essencial para que os robôs possam interagir em ambientes projetados para humanos, como escadas e maçanetas. “Se o robô for multitarefa, precisa ser como a gente”, explicou.

Além do Artemis, Hong apresentou outros projetos, como o Baloo, um robô inflável que se adapta a condições variáveis, como vento. Para este robô, a IA é utilizada para aprender a se mover, já que seu comportamento é altamente não linear. “Com o Baloo, usar física seria impossível”, disse Hong.

Futuro da Robótica

Hong também está testando novas abordagens de controle, comparando métodos tradicionais com aprendizado por reforço, um tipo de IA. “Construímos dois robôs idênticos. Um usa IA, o outro, física clássica. A ideia é comparar”, afirmou. O objetivo é encontrar a ferramenta mais adequada para cada situação.

O professor destacou que a aceitação cultural dos robôs é tão importante quanto os avanços técnicos. “Se queremos que robôs estejam ao nosso lado, eles precisam funcionar bem e se mover como nós”, concluiu.

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