A missão ExoMars, que inclui o rover Rosalind Franklin, enfrenta um futuro incerto devido a cortes significativos no orçamento proposto pelo governo dos Estados Unidos para 2026. A proposta do presidente Donald Trump elimina totalmente as contribuições dos EUA para a missão, que visa buscar sinais de vida antiga em Marte. A colaboração entre a […]
A missão ExoMars, que inclui o rover Rosalind Franklin, enfrenta um futuro incerto devido a cortes significativos no orçamento proposto pelo governo dos Estados Unidos para 2026. A proposta do presidente Donald Trump elimina totalmente as contribuições dos EUA para a missão, que visa buscar sinais de vida antiga em Marte.
A colaboração entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Roscosmos, agência espacial russa, foi encerrada após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Em resposta, a NASA concordou em fornecer o lançamento e o equipamento de pouso para o rover. No entanto, o novo orçamento de Trump propõe uma redução de quase 50% no financiamento da divisão científica da NASA em comparação com 2024, afetando também outras missões da ESA.
Entre as missões que podem perder apoio financeiro estão ARIEL, um telescópio espacial programado para 2029, LISA, um detector de ondas gravitacionais, e Envision, uma sonda destinada a Vênus. A ESA está em diálogo com a NASA e avaliando as implicações do orçamento com seus estados membros, que discutirão ações em uma reunião do Conselho da ESA em 11 e 12 de junho.
O cientista planetário Leigh Fletcher expressou preocupação, afirmando que a erosão da confiança entre as agências pode levar tempo para ser superada. Embora o orçamento de Trump seja apenas um ponto de partida para negociações no Congresso dos EUA, especialistas alertam que cortes significativos são prováveis, o que pode prejudicar projetos internacionais.
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