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Startups chinesas inovam com agentes de inteligência artificial para tarefas diárias

Startups chinesas como Manus, Genspark e Flowith estão revolucionando a automação com agentes de IA, mirando o mercado global.

Recentemente, startups chinesas como Manus, Genspark e Flowith têm se destacado no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial (IA) que realizam tarefas complexas. Essas empresas surgem em um contexto onde a China já havia experimentado um crescimento significativo em modelos de linguagem no ano anterior. Manus, por exemplo, já conta com 5 milhões de usuários […]

Recentemente, startups chinesas como Manus, Genspark e Flowith têm se destacado no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial (IA) que realizam tarefas complexas. Essas empresas surgem em um contexto onde a China já havia experimentado um crescimento significativo em modelos de linguagem no ano anterior. Manus, por exemplo, já conta com 5 milhões de usuários e busca expansão global.

Esses novos agentes de IA são projetados para executar tarefas autonomamente, como responder e-mails, planejar viagens e até criar sites interativos. Ao contrário dos modelos de linguagem tradicionais, esses agentes utilizam uma estrutura baseada em fluxos de trabalho, permitindo a execução de tarefas em múltiplas etapas. O ambiente digital da China, com seus ecossistemas de aplicativos integrados, favorece a adoção dessas tecnologias no cotidiano.

Crescimento e Inovação

Manus, desenvolvido pela startup Butterfly Effect, levantou US$ 75 milhões em uma rodada de investimento e já se tornou um modelo de referência para agentes de IA voltados ao consumidor. O produto permite que os usuários supervisionem as ações do agente em tempo real, tornando a interação mais intuitiva. A empresa também está focada na expansão internacional, com novas filiais em São Francisco, Cingapura e Tóquio.

Genspark, por sua vez, foi fundada por ex-executivos da Baidu e já possui mais de 5 milhões de usuários e R$ 36 milhões em receita anual. Seu agente é capaz de realizar tarefas variadas, como fazer ligações e criar apresentações. Flowith, que se destacou em um evento de desenvolvedores, oferece uma interface que permite uma interação mais criativa com a IA, utilizando um sistema de mapas de conhecimento.

Desafios e Oportunidades

As startups chinesas enfrentam desafios para operar dentro das restrições do mercado local, especialmente devido à ausência de modelos ocidentais como o Claude Sonnet. Essa situação gerou um espaço para o desenvolvimento de alternativas locais, como o modelo Qwen da Alibaba. Apesar das limitações, a demanda por agentes de IA continua a crescer, e as empresas estão investindo em soluções que possam atender tanto o mercado interno quanto o externo.

Grandes empresas como ByteDance e Tencent também estão desenvolvendo seus próprios agentes de IA, buscando integrar essas ferramentas em seus aplicativos populares. A Tencent, por exemplo, está testando um agente que pode operar dentro do WeChat, um dos aplicativos mais utilizados na China. Essa integração pode facilitar a automação de tarefas cotidianas, aproveitando a vasta gama de serviços disponíveis na plataforma.

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