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Disney e Universal processam empresa de IA por violação de direitos autorais

Disney e Universal processam a Midjourney por uso não autorizado de obras, levantando questões cruciais sobre direitos autorais na era da IA.

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A Disney e a Universal processaram a startup Midjourney por violação de direitos autorais, alegando que a empresa usou suas obras para treinar seu software de geração de imagens. O processo, que foi apresentado em Los Angeles, afirma que a Midjourney copiou personagens famosos, como Darth Vader e os Minions, sem autorização. As empresas argumentam que essa prática prejudica a indústria criativa, que depende da proteção dos direitos autorais. Startups de inteligência artificial, como a Midjourney, têm enfrentado ações judiciais por usar dados da internet sem compensar os criadores. A Disney e a Universal são as primeiras grandes empresas de Hollywood a tomar essa atitude. A ação judicial pode afetar o futuro de tecnologias que dependem da cópia de dados, colocando em risco o modelo de negócios de várias empresas de IA. A Midjourney, que foi fundada em 2022, já gerou cerca de 300 milhões de dólares em receita e possui cerca de 21 milhões de usuários.

A Disney e a Universal processaram a startup de inteligência artificial Midjourney por violação de direitos autorais nesta quarta-feira, marcando um novo capítulo na crescente disputa sobre o uso de obras protegidas. O processo, protocolado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Los Angeles, alega que a Midjourney utilizou inúmeras obras da Disney e da Universal para treinar seu software de geração de imagens, que já conta com milhões de usuários.

O documento de 110 páginas descreve a Midjourney como um “aproveitador de direitos autorais” que gera imagens que “incorporam e copiam descaradamente” personagens icônicos, como Darth Vader e os Minions. As empresas afirmam que a prática da startup não apenas infringe direitos autorais, mas também ameaça a indústria criativa, que depende da proteção legal para sustentar seus investimentos.

A Indústria em Alerta

Startups de IA, como a Midjourney, frequentemente utilizam dados disponíveis na internet sem compensar os criadores. Essa abordagem resultou em várias ações judiciais, incluindo um processo do New York Times contra a OpenAI. A Disney e a Universal são as primeiras grandes produtoras de Hollywood a tomar medidas legais nesse contexto. Meredith Stiehm, presidente da Writers Guild of America West, criticou a falta de ação dos estúdios, afirmando que a inércia é uma capitulação diante do roubo de material protegido.

O processo não se limita a criticar a Midjourney, mas também serve como um aviso para outras empresas de IA. Horacio Gutierrez, conselheiro geral da Disney, destacou a importância do uso responsável da tecnologia, afirmando que “pirataria é pirataria”, independentemente de quem a pratique. Kim Harris, consultora jurídica da NBCUniversal, reforçou que a ação visa proteger o trabalho dos artistas e o investimento significativo feito em conteúdo.

Impacto Potencial

A Midjourney, fundada em 2022, gerou cerca de 300 milhões de dólares em receita no último ano, com aproximadamente 21 milhões de usuários. A ação judicial pode ter repercussões significativas para a viabilidade de tecnologias que dependem da cópia de dados da internet, colocando em risco o modelo de negócios de várias empresas que investem em inteligência artificial. O desfecho deste caso poderá moldar o futuro da interação entre a indústria criativa e as inovações tecnológicas.

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