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Inteligência artificial transforma cidades para melhorar a vida dos moradores

Cidades podem transformar dados em decisões com o novo guia de IA, mas a transparência é essencial para evitar desinformação.

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As cidades têm muitos dados, mas ainda têm dificuldades para usá-los de forma eficaz. Sarah Williams, do MIT, trabalhou com Boston e criou o “Generative AI Playbook for Civic Engagement”, um guia que ensina como usar a inteligência artificial de maneira ética no governo. Williams, que fundou o Civic Data Design Lab, quer tornar os dados urbanos mais compreensíveis. A colaboração com Boston começou em 2024 e ajudou a cidade a experimentar novas formas de IA. O guia sugere várias aplicações, como assistentes virtuais e otimização de semáforos. Um exemplo é um modelo que resume 16 anos de votos do Conselho Municipal, facilitando o acesso à informação. A IA também pode analisar pedidos da comunidade, com Boston recebendo quase 300 mil pedidos em 2024. Williams menciona o uso de plataformas de votação que usam IA para organizar respostas, mas alerta sobre a necessidade de cuidado para evitar manipulações. A confiança nas ferramentas de IA é importante, e a presença de pessoas para garantir a precisão é essencial. Apesar dos avanços, a desinformação é um problema, como no caso de chatbots que deram informações erradas. Williams acredita que as cidades devem desenvolver seus próprios sistemas de IA para entender melhor os dados que geram e usar a tecnologia de forma mais responsável.

Cidades enfrentam desafios na análise de dados urbanos

Nos últimos anos, as cidades têm acumulado grandes volumes de dados, mas a comunicação e análise eficaz dessas informações ainda são um desafio. Sarah Williams, professora do MIT, em colaboração com Boston, lançou o “Generative AI Playbook for Civic Engagement”. O guia orienta cidades sobre o uso ético e eficaz da inteligência artificial (IA) em funções governamentais.

Williams, que fundou o Civic Data Design Lab, busca transformar dados urbanos em narrativas acessíveis. Projetos anteriores, como a análise de taxas de encarceramento em Nova York, demonstraram como a visualização de dados pode impactar o planejamento urbano. Com a crescente acessibilidade da IA, Williams se questionou sobre suas implicações para o planejamento urbano.

A colaboração com Boston, iniciada em 2024, permitiu que a cidade testasse novas aplicações de IA. O playbook resultante oferece orientações sobre como as cidades podem aproveitar as capacidades da IA, ao mesmo tempo em que navegam por seus riscos. Williams destaca a importância de transparência no uso da IA, especialmente em um cenário de regulação federal mais flexível.

Aplicações práticas da IA em Boston

O playbook abrange diversas aplicações, desde assistentes virtuais até otimização de semáforos. Um exemplo notável é o uso de um modelo de linguagem para resumir 16 anos de votos do Conselho Municipal de Boston, facilitando o acesso à informação. Essa ferramenta permite que cidadãos busquem rapidamente ações relacionadas a temas como habitação.

Além disso, a IA pode ajudar a identificar tendências nas solicitações da comunidade. Em 2024, Boston registrou quase 300 mil pedidos 311, enquanto Nova York contabilizou 35 milhões em 2023. A análise estruturada desses dados pode melhorar a compreensão das necessidades dos cidadãos.

Williams também menciona o uso de plataformas de votação como o Polis, que permite categorizar e resumir respostas com IA. Essa abordagem visa facilitar a democracia direta, embora a cautela seja necessária para evitar manipulações. A confiança nas ferramentas de IA é crucial, e a presença de facilitadores humanos é essencial para garantir a precisão das informações.

Desafios e futuro da IA nas cidades

Apesar dos avanços, a desinformação continua sendo uma preocupação. Casos de chatbots que forneceram informações incorretas, como o de Nova York, podem minar a confiança pública. Williams enfatiza que a transparência no uso da IA é fundamental para construir essa confiança.

O próximo passo para Williams é explorar como as cidades podem desenvolver seus próprios sistemas de IA, em vez de depender de grandes empresas de tecnologia. Essa abordagem poderia permitir que as comunidades possuam e compreendam melhor os dados que geram, promovendo um uso mais ético e responsável da tecnologia.

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