Uma apresentadora virtual chamada Marisa Maiô tem feito sucesso nas redes sociais, acumulando milhões de visualizações e parcerias com empresas como Magazine Luiza e OLX. O interessante é que tanto a apresentadora quanto o programa são criados por inteligência artificial por um usuário chamado Raony Phillips. Essa tecnologia permite que o programa tenha um tom único, com piadas e gincanas que seriam arriscadas na vida real. No entanto, isso levanta questões sobre os limites da IA e como ela pode mudar nosso estilo de vida. A ferramenta usada para criar Marisa Maiô é o Veo 3, da Google, que gera vídeos tão realistas que podem ser confundidos com conteúdos reais. Isso também traz riscos, como o uso de deepfakes para enganar as pessoas, como aconteceu com a prefeita de Bauru, Suellen Rosim, que foi alvo de uma foto falsa. Isso faz com que muitos se tornem desconfiados das informações nas redes sociais, com uma pesquisa mostrando que 72% das pessoas estão preocupadas com a veracidade dos conteúdos. Além disso, a IA está mudando o mercado de trabalho, com a previsão de que até 2025, 85 milhões de empregos podem ser eliminados, mas 97 milhões de novas oportunidades podem surgir. É importante se adaptar a essa nova realidade, pois habilidades em IA são cada vez mais valorizadas pelas empresas. A tecnologia pode ajudar a organizar tarefas e permitir que os profissionais se concentrem em atividades mais importantes. Assim, a IA deve ser vista como uma ferramenta para melhorar o trabalho, não como uma substituta. Com o avanço da IA, ela se torna mais presente em nossas vidas, tanto no trabalho quanto no entretenimento, e é essencial discutir seus limites e impactos.
Nas últimas semanas, uma apresentadora virtual de um programa de auditório chamada Marisa Maiô viralizou nas redes sociais, acumulando milhões de visualizações e fechando parcerias com empresas como Magazine Luiza e OLX. O detalhe mais relevante dessa história é que tanto ela quanto o programa não existem fisicamente — ambos são inteiramente criados por inteligência artificial pelo usuário chamado Raony Phillips.
A inteligência artificial foi o principal ponto que ajudou a popularizar a apresentadora, pois concentrar o trabalho do programa em uma única pessoa oferece uma maior liberdade criativa. Por não utilizar pessoas reais o tom do programa também conseguiu ser previamente estabelecido, este que traz piadas ácidas e gincanas que seriam arriscadas na vida real. No entanto, essa fama e o realismo da tecnologia levantam uma questão importante: até onde a IA pode chegar? E, se continuar nesse ritmo, quanto nosso estilo de vida será transformado por ela?
A criação de conteúdo artificial – e seus perigos
A ferramenta usada para criar Marisa Maiô é o Veo 3, da Google, uma das mais avançadas atualmente. Ela produz vídeos tão realistas que muitas vezes passam despercebidos como conteúdo gerado artificialmente. A inteligência artificial também permite criar diversos outros materiais, desde textos, como roteiros e planos de estudo, até falas com vozes de pessoas reais ou totalmente sintetizadas.
Por conta do alto realismo alcançado pela IA, muitas dessas criações são confundidas como reais, o que acaba sendo usado para fins maliciosos, como golpes, fazer uma pessoa dizer algo que não falou ou até criar fotos inexistentes, os chamados deepfakes. Um exemplo claro ocorreu com a atual prefeita de Bauru, Suellen Rosim (PSD), que durante sua campanha foi vítima de um deepfake: espalharam uma foto falsa dela nua, a qual ela desmentiu e classificou como “uma atitude criminosa e repugnante, coisa de gente mau caráter”.
Casos como esse envolvendo deepfakes deixam o público cada vez mais desconfiado em relação às informações compartilhadas nas redes sociais. Uma pesquisa feita pela Jumio apontou que 72% dentre os dez mil entrevistados se preocupam cada dia mais com a veracidade dos conteúdos recebidos na internet, justamente por causa de golpes e mídias falsas criadas com IA.
A IA no mercado de trabalho
Fora das redes sociais e do entretenimento pessoal, a inteligência artificial também está transformando o mercado de trabalho, impactando não apenas a oferta de vagas, mas também o desenvolvimento profissional de cada um.
Muitas pessoas relatam terem medo de perder empregos para a IA. Segundo um relatório do Fórum Econômico Mundial, até 2025, a automação e a inteligência artificial eliminarão 85 milhões de vagas, mas, em contrapartida, criarão 97 milhões de novas oportunidades em diversos setores no mundo. Por isso, é importante encarar essa mudança de forma otimista, como uma reorganização constante do mercado que alinha ainda mais a tecnologia com o trabalhador.
Se alinhar a essa nova tecnologia é fundamental não apenas para facilitar tarefas, mas também para entender melhor como ela funciona e impulsionar a sua própria carreira, pois saber usar a IA de forma eficiente já se tornou um diferencial em várias empresas. Uma pesquisa da IBM mostrou que 81% dos CEOs consideram as habilidades em IA essenciais para o futuro de suas organizações, e 78% planejam priorizar o desenvolvimento da força de trabalho em competências ligadas à IA e automação.
O trabalho realizado também é afetado, visto que IAs de texto podem auxiliar na organização de planilhas, listagem de tarefas e no suporte geral ao trabalhador, especialmente ao substituir atividades repetitivas e manuais. Isso permite que o profissional dedique mais tempo ao que realmente importa. Por isso a inserção dessa tecnologia não deve ser vista como uma substituta de um profissional, mas como uma ferramenta que deve ser usada em conjunto para melhorar o desempenho em uma área de atuação.
É inegável que, à medida que a IA avança, ela se torna cada vez mais utilizada, e consequentemente, mais inserida em nossas vidas, seja no campo profissional ou no entretenimento, como no caso da Marisa Maiô. Diante disso, é fundamental estar atento e sempre debater acerca dos limites dessas tecnologias. Embora tragam benefícios, como toda inovação, elas exigem cuidado quanto ao impacto que podem ter na nossa forma humana de viver.
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