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Astrônomos africanos desenvolvem disciplina para impulsionar a pesquisa no continente

África do Sul celebra 20 anos de programa que transformou a radioastronomia, com mais de 1.370 bolsas de estudo e avanços tecnológicos significativos.

Bernie Fanaroff, na parte do Square Kilometre Array em Carnavon, África do Sul, trabalhou para garantir que estudantes negros africanos tivessem oportunidades de se tornarem radioastrônomos. (Foto: Jaco Marais/Foto24/Gallo Images)
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Em 2025, a África do Sul vai comemorar 20 anos de um programa que ajuda a formar novos profissionais na área de radioastronomia, que começou quando o país decidiu sediar o Square Kilometre Array (SKA). Antes, havia apenas cinco radioastrônomos no país, mas agora o programa já criou cinco posições de pesquisa e mais de 1.370 bolsas de estudo, com foco em incluir estudantes negros e mulheres. O investimento foi de 500 milhões de rand, cerca de 28 milhões de dólares. Para melhorar a educação, professores de ciências e matemática foram enviados para escolas na região do Karoo, onde ficam os telescópios, ajudando os alunos a se prepararem para a universidade. Um estudo mostrou que muitos estudantes de áreas desfavorecidas não terminam seus cursos, então o programa também oferece mentoria e apoio. O telescópio MeerKAT, inaugurado em 2018, é um dos mais avançados do mundo e será parte do SKA, que terá mais de 100 mil antenas na Austrália e quase 200 na África do Sul. Essa iniciativa não só melhora a pesquisa na África do Sul, mas também dá oportunidades a jovens cientistas, promovendo acesso a tecnologia de ponta e colaboração internacional.

Em 2025, a África do Sul celebrará os 20 anos do programa de desenvolvimento de capital humano para a radioastronomia, iniciado após a proposta de sediar o Square Kilometre Array (SKA). O país, que contava com apenas cinco radioastrônomos na época, agora se destaca na formação de novos talentos.

O programa, com investimento de 500 milhões de rand (cerca de 28 milhões de dólares), gerou 5 posições de pesquisa e mais de 1.370 bolsas de estudo para diferentes níveis acadêmicos. O foco na inclusão de estudantes negros e mulheres foi uma prioridade, visando transformar o perfil da astronomia no país.

Impacto na Educação

Bernie Fanaroff, líder da proposta do SKA, enfatiza a importância de desenvolver habilidades desde a educação básica. Para isso, foram realocados professores de ciências e matemática para escolas na região do Karoo, onde estão localizados os telescópios. Essa estratégia visa garantir que os alunos atendam aos requisitos de ingresso nas universidades.

A falta de recursos e apoio psicológico para estudantes de áreas desfavorecidas é um desafio. Um estudo de 2019 revelou que três em cada cinco estudantes menos privilegiados na África do Sul não concluem seus cursos superiores. Para enfrentar essa realidade, o programa de desenvolvimento inclui mentoria e suporte contínuo.

Avanços Tecnológicos

O telescópio MeerKAT, inaugurado em 2018, é um marco na radioastronomia sul-africana. Com 64 antenas, ele se destaca como um dos mais sensíveis do mundo e será integrado ao SKA. A construção do SKA, que contará com mais de 100 mil antenas na Austrália e quase 200 na África do Sul, está em andamento e promete impulsionar ainda mais a pesquisa científica no continente.

A iniciativa não apenas fortalece a capacidade de pesquisa da África do Sul, mas também abre portas para jovens cientistas, proporcionando acesso a tecnologia de ponta e colaboração internacional. O futuro da radioastronomia na África parece promissor, com um número crescente de pesquisadores e estudantes se dedicando à área.

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