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Polícia se adapta para combater crimes impulsionados por inteligência artificial

Criminosos burlam biometria do gov.br com inteligência artificial e movimentam R$ 50 milhões em fraudes bancárias.

Suspeito usou deepfakes para tentar invadir sistema de instituição financeira (Foto: Reprodução)
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A Polícia Federal desmantelou uma quadrilha que burlava a biometria do gov.br usando inteligência artificial para acessar informações privadas. A operação, chamada Face Off, mostrou que os criminosos atuavam em vários estados, como São Paulo e Rio de Janeiro. A falha no sistema se deve à checagem facial menos rigorosa, que facilita o acesso a muitos usuários. Com a tecnologia avançando, os golpes se tornaram mais sofisticados. Antes, os golpistas usavam fotos em bonecos para enganar a biometria, mas agora manipulam imagens com IA, tornando isso mais fácil. Em outra investigação, a Polícia Civil de Brasília desarticulou um esquema que usava deepfakes para invadir contas bancárias, movimentando cerca de 50 milhões de reais. Os criminosos tomaram empréstimos em nome de vítimas, principalmente servidores públicos, que têm acesso facilitado a crédito. Além disso, uma quadrilha chamada Gringo 171 vende sistemas de ataque baseados em IA em plataformas como o Telegram. O aumento dessas práticas criminosas está ligado ao avanço das ferramentas de IA nos últimos anos, especialmente na criação e edição de imagens e áudios. É um desafio para as organizações equilibrar segurança e acessibilidade, pois se não acompanharem a evolução dos golpistas, as vulnerabilidades continuarão a crescer.

A Polícia Federal (PF) desmantelou uma quadrilha que burlava a biometria do gov.br, utilizando ferramentas de inteligência artificial (IA) para acessar informações privadas. A operação, chamada Face Off, revelou que os criminosos atuavam em diversos estados, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro. A vulnerabilidade do sistema se deve à checagem facial menos rigorosa, necessária para facilitar o acesso a milhões de usuários.

Com o avanço da tecnologia, os golpes também se tornaram mais sofisticados. Fábio Assolini, pesquisador da Kaspersky, destaca que antes os golpistas usavam fotos coladas em bonecos para driblar a biometria. Agora, a manipulação de imagens com IA permite burlar sistemas de reconhecimento facial com maior facilidade.

Em outra investigação, a Polícia Civil de Brasília desarticulou um esquema que utilizava deepfakes para invasões bancárias, movimentando cerca de R$ 50 milhões. Os criminosos tomaram empréstimos em nome de vítimas, principalmente servidores públicos, que têm acesso facilitado a crédito.

Ameaças em Ascensão

Além disso, uma quadrilha conhecida como Gringo 171 se especializou na venda clandestina de sistemas de ataque baseados em IA, utilizando plataformas como o Telegram. O crescimento dessas práticas criminosas está ligado ao avanço das ferramentas de IA nos últimos três anos, especialmente na criação e edição de imagens e áudios.

A calibragem da tecnologia é um desafio crucial para as organizações. É necessário encontrar um equilíbrio entre a segurança e a acessibilidade, evitando que a rigidez impeça o acesso legítimo. A sociedade enfrenta um cenário em que, se as plataformas e a polícia não acompanharem a evolução dos golpistas, as vulnerabilidades continuarão a aumentar.

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