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Hungria, Índia e Polônia enviam astronautas ao espaço após décadas de espera

Astronautas da Índia, Polônia e Hungria iniciam missão histórica à ISS com 60 experimentos, após mais de 40 anos sem voos tripulados.

O foguete Falcon 9, da SpaceX, deixa a base de lançamento da Nasa em Cabo Canaveral, na Flórida (Foto: Giorgio Viera/AFP)
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Astronautas da Índia, Polônia e Hungria decolaram em 25 de outubro de 2023 em direção à Estação Espacial Internacional, marcando o retorno desses países ao espaço após mais de 40 anos. A missão Axiom 4 partiu da Flórida às 2h31, usando um foguete Falcon 9 da SpaceX. A cápsula Crew Dragon deve se acoplar à ISS em 26 de outubro e ficará lá por até 14 dias, realizando cerca de 60 experimentos. A tripulação inclui o indiano Shubhanshu Shukla, o polonês Sławosz Uznański-Wiśniewski, o húngaro Tibor Kapu e a americana Peggy Whitson. Shukla é o primeiro indiano a visitar a ISS, um passo importante para o programa espacial da Índia, que planeja seu primeiro voo tripulado em 2027. Os três países financiaram a missão, com a Hungria investindo 100 milhões de dólares e a Índia mais de 60 milhões. A missão acontece em um momento em que a NASA depende da SpaceX para o transporte de astronautas, e Whitson, com 675 dias no espaço, é uma figura importante na exploração espacial. A Axiom 4 é a quarta missão da Axiom Space desde 2022.

Astronautas da Índia, Polônia e Hungria decolaram nesta quarta-feira (25) em direção à Estação Espacial Internacional (ISS), marcando o retorno dessas nações ao espaço após mais de 40 anos. A missão Axiom 4 partiu da Flórida às 2h31 (horário local), a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX.

A cápsula Crew Dragon, que transporta a tripulação, deve se acoplar à ISS nesta quinta-feira (26), às 8h (horário de Brasília), e permanecerá na estação por até 14 dias. A missão, que inicialmente estava prevista para junho, foi adiada devido a vazamentos detectados tanto no foguete quanto na própria estação espacial.

A tripulação é composta pelo piloto indiano Shubhanshu Shukla, pelo polonês Sławosz Uznański-Wiśniewski, pelo húngaro Tibor Kapu e pela americana Peggy Whitson, ex-astronauta da NASA. Durante a estadia, os astronautas realizarão cerca de 60 experimentos, focando em microalgas e tardígrados, conhecidos como ursos d’água.

Retorno Histórico

Os astronautas da Índia, Polônia e Hungria não voavam para o espaço em missões tripuladas desde a era soviética, há mais de quatro décadas. Shukla, de 39 anos, se tornará o primeiro indiano a visitar a ISS e o segundo a entrar em órbita, após Rakesh Sharma em 1984. Sua participação é vista como um passo importante para o programa espacial indiano, que planeja seu primeiro voo tripulado em 2027.

Os três países financiaram a missão, com a Hungria investindo US$ 100 milhões (cerca de R$ 550 milhões) por seu assento. A Índia, segundo a imprensa local, gastou mais de US$ 60 milhões (aproximadamente R$ 330 milhões), enquanto a Polônia não divulgou o valor.

Desafios e Expectativas

A missão ocorre em um contexto de desafios para a NASA, que depende da SpaceX para o transporte de astronautas à ISS. A cápsula Crew Dragon é atualmente a única nave utilizada pela agência para essas missões. A disputa entre o ex-presidente americano Donald Trump e Elon Musk, em junho, ressaltou essa dependência.

Whitson, que acumula 675 dias no espaço, é uma figura proeminente na exploração espacial e já comandou missões na ISS. A Axiom 4 é a quarta missão organizada pela Axiom Space desde 2022, refletindo o avanço da empresa em levar astronautas ao espaço, tanto de governos quanto de empresas privadas.

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