O uso de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, gera preocupações sobre o consumo de energia e seu impacto ambiental. Joanna Stern, do Wall Street Journal, e Sasha Luccioni, especialista em IA e clima, pedem mais transparência sobre o consumo energético dessas tecnologias. Consultas simples ao ChatGPT consomem entre 0,3 e 3 watt-horas de eletricidade, e com 400 milhões de usuários semanais, isso pode resultar em um consumo total de 952.000 kWh por semana, o que equivale ao funcionamento de uma geladeira por quase 3 mil anos. Stern observou que os data centers, como o da Equinix na Virgínia, demandam muita energia e água para resfriar as GPUs usadas em IA. Apesar de algumas empresas, como Google e Microsoft, não divulgarem dados claros sobre seu consumo energético, a OpenAI revelou que uma consulta típica consome cerca de 0,34 Wh. Luccioni destaca que, embora a eficiência energética tenha melhorado, a demanda crescente pode aumentar o impacto ambiental. Ela está desenvolvendo ferramentas para medir o consumo de energia em modelos de IA e, em parceria com a OCDE, busca criar um padrão de eficiência energética semelhante ao Energy Star. Essa iniciativa visa ajudar consumidores e empresas a fazer escolhas mais conscientes sobre o uso de energia e entender a relação entre consumo e emissões de carbono.
O consumo de energia das ferramentas de inteligência artificial (IA), como o ChatGPT, levanta preocupações ambientais significativas. Joanna Stern, colunista do Wall Street Journal, e Sasha Luccioni, pesquisadora em IA e clima, enfatizam a urgência de transparência sobre o impacto energético dessas tecnologias.
Consultas simples ao ChatGPT consomem entre 0,3 e 3 watt-horas (Wh) de eletricidade. Embora isso pareça baixo, com 400 milhões de usuários semanais, o consumo total pode atingir 952.000 kWh por semana, equivalente ao funcionamento de uma geladeira por quase 3 mil anos. Durante uma visita ao data center da Equinix em Ashburn, Virgínia, Stern observou a grande demanda de energia e água para resfriamento das GPUs Nvidia H100, essenciais para as operações de IA.
A especialista destaca que o crescimento dos data centers na região pode se tornar um dos maiores desafios ambientais nas próximas décadas. Empresas como Google, Microsoft e Meta têm sido relutantes em fornecer dados claros sobre o consumo energético de suas plataformas. A OpenAI, por exemplo, revelou que uma consulta típica no ChatGPT consome cerca de 0,34 Wh, mas esse número pode aumentar com a complexidade da tarefa.
A Necessidade de Padrões de Eficiência
Luccioni ressalta que, embora a eficiência energética dos modelos de IA tenha melhorado, a crescente demanda pode intensificar o impacto ambiental. O treinamento de um modelo ocorre uma vez, mas seu uso se estende por um longo período, tornando essencial a quantificação do consumo energético. Ela está desenvolvendo ferramentas, como o CodeCarbon, para ajudar a estimar as emissões e o uso de energia em modelos de IA.
Um projeto recente em parceria com a OCDE visa estabelecer um padrão de eficiência energética para modelos de IA, semelhante ao sistema Energy Star para eletrodomésticos. Essa iniciativa busca fornecer informações claras sobre o consumo energético, permitindo escolhas mais conscientes por parte de consumidores e empresas.
Luccioni enfatiza a importância de entender a relação entre energia consumida e emissões de carbono para mitigar o impacto ambiental da IA. À medida que a tecnologia avança, é crucial que dados precisos estejam disponíveis para decisões informadas sobre seu uso.
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