- Golpistas estão utilizando e-mails patrocinados para aplicar fraudes, simulando comunicações dos Correios.
- Mensagens aparecem como “Portal Encomendas” e informam sobre encomendas pendentes, solicitando dados pessoais.
- O Google confirmou que os anúncios foram verificados, mas permitiu a veiculação de mensagens fraudulentas.
- Uma investigação revelou que o CNPJ associado pertence a uma mulher de Minas Gerais, que desconhece o uso de sua empresa.
- Os Correios alertam que não enviam mensagens sobre bloqueios ou cobranças e recomendam o uso de canais oficiais para rastreamento.
As fraudes virtuais estão se intensificando, com golpistas utilizando e-mails patrocinados para enganar consumidores. Recentemente, criminosos têm se aproveitado da identidade dos Correios para aplicar golpes de phishing, enviando mensagens que simulam comunicações oficiais.
Esses e-mails, que aparecem na caixa de entrada do Gmail como “Portal Encomendas”, informam sobre uma suposta encomenda pendente. O conteúdo malicioso solicita dados pessoais, como endereço, telefone e CPF, sob a justificativa de liberar o pacote. A prática de phishing permite que os golpistas capturem informações para futuros golpes.
O mais alarmante é que esses e-mails são pagos pelos golpistas para serem enviados como anúncios patrocinados. O Google, ao ser questionado, afirmou ter verificado a identidade do anunciante, mas permitiu a veiculação de mensagens com a marca dos Correios, mesmo que o remetente fosse uma microempresa de serviços domésticos.
Investigação Revela Conexões
Uma investigação do Jornal Nacional revelou que o CNPJ associado ao anúncio pertence a uma mulher de Espera Feliz, em Minas Gerais. Ela não sabe como sua empresa foi utilizada para enviar e-mails fraudulentos. O Google informou que, em 2024, removeu mais de 200 milhões de anúncios por violações de suas políticas.
Os Correios reiteraram que não enviam mensagens sobre bloqueios ou cobranças de taxas. A orientação é que os consumidores utilizem apenas os canais oficiais, como o site ou aplicativo da empresa, para rastrear encomendas. Especialistas alertam que a verificação de provedores de e-mail não tem sido eficaz na prevenção de fraudes.
Casos de Vítimas
Maria Alice Socorro, auxiliar administrativa, caiu em um golpe semelhante. Ela recebeu um e-mail que aparentava ser dos Correios, solicitando o pagamento de taxas para liberar uma encomenda. Acreditando na mensagem, ela pagou mais de R$ 400. Esse tipo de fraude destaca a necessidade de cautela ao lidar com comunicações eletrônicas.
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