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IA maliciosa auxilia golpistas a driblar antivírus; saiba como se proteger

Fraudes financeiras no Brasil atingem R$ 10,1 bilhões em 2024, com crescimento alarmante de golpes como vishing e phishing.

Ilustração sobre golpes (Foto: Reprodução)
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  • O uso de inteligência artificial no Brasil aumentou a produtividade, mas também facilitou fraudes financeiras.
  • Em 2024, o Brasil perdeu R$ 10,1 bilhões com golpes financeiros, um aumento de 17% em relação ao ano anterior.
  • Segundo a Serasa Experian, 51% dos brasileiros foram vítimas de fraudes em 2023.
  • O vishing (phishing por voz) cresceu 422% na América Latina, com 75% dos ataques ocorrendo sem malwares, utilizando engenharia social.
  • A educação em cibersegurança é essencial para prevenir fraudes, e as instituições financeiras devem monitorar transações suspeitas.

O uso crescente de inteligência artificial (IA) no Brasil trouxe ganhos de produtividade, mas também facilitou fraudes financeiras. Em 2024, o montante perdido com golpes financeiros no país alcançou R$ 10,1 bilhões, um aumento de 17% em relação ao ano anterior, segundo a Febraban. O relatório da Serasa Experian revela que 51% dos brasileiros foram vítimas de fraudes em 2023.

As fraudes evoluíram, com destaque para o vishing, que é o phishing por voz. Na América Latina, essa modalidade cresceu 422% em 2024. Os golpistas utilizam IA para criar e-mails e mensagens mais convincentes, eliminando erros comuns que costumavam ser sinais de alerta. Rafaela Helbing, CEO da Data Rudder, destaca que a IA permite a criação de conversas mais coerentes e a inclusão de imagens realistas, aumentando a eficácia dos golpes.

A Nova Era dos Golpes

Além do vishing, modalidades como phishing e deepfake também estão em ascensão. O phishing subiu de 21% para 22%, enquanto o uso de deepfake aumentou de 3% para 4%. A IA permite que os golpistas façam disparos em massa de mensagens maliciosas, interagindo com as vítimas de forma dinâmica. Jeferson Propheta, vice-presidente da CrowdStrike, explica que os golpistas se passam por representantes de bancos ou profissionais de TI, enganando as vítimas.

A maioria dos ataques, 75%, não utiliza malwares, mas sim engenharia social, que manipula as vítimas a revelarem informações confidenciais. Essa mudança torna os antivírus tradicionais ineficazes. As empresas precisam adotar ferramentas de Detecção e Resposta de Endpoints (EDR) para identificar padrões suspeitos.

Medidas de Proteção

Para indivíduos, a educação sobre cibersegurança é crucial. É fundamental que as pessoas saibam que instituições financeiras nunca solicitam dados sensíveis por telefone ou mensagem. Conhecer os golpes mais comuns, como o golpe dos Correios, é essencial. Helbing ressalta que a responsabilidade pela proteção também recai sobre os bancos, que devem monitorar transações suspeitas.

As recomendações incluem:

1. Desconfiar de ligações ou mensagens solicitando dados pessoais.

2. Utilizar apenas canais oficiais para confirmar informações.

3. Estar atento a transações financeiras incomuns.

A crescente sofisticação dos golpes exige vigilância constante e uma abordagem proativa na proteção contra fraudes.

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