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Executivos europeus solicitam adiamento da legislação sobre inteligência artificial da UE

CEOs de grandes empresas europeias pedem adiamento de dois anos na implementação da Lei de IA, citando falta de diretrizes essenciais.

CEOs pedem para adiar legislação de inteligência artificial da UE (Foto: John Thys/AFP)
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  • CEOs de grandes empresas europeias, como ASML, Siemens e Philips, pediram à União Europeia um adiamento de dois anos na implementação da Lei de Inteligência Artificial.
  • A solicitação foi feita em uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e foi assinada por representantes de mais de 45 organizações.
  • Os líderes empresariais argumentam que a regulamentação atual prejudica as ambições da Europa no setor de IA.
  • Eles destacam a falta de diretrizes e padrões essenciais, incluindo um código de conduta que deveria orientar o cumprimento das novas regras, que entram em vigor em agosto.
  • O governo dos Estados Unidos também pediu que a UE reconsiderasse o código proposto, que é visto como excessivamente rigoroso.

CEOs de grandes empresas europeias, como ASML, Siemens e Philips, solicitaram à União Europeia um adiamento de dois anos na implementação da Lei de Inteligência Artificial (IA). Em uma carta endereçada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, os líderes empresariais argumentam que a regulamentação atual compromete as ambições da Europa no setor de IA.

A carta, assinada por representantes de mais de 45 organizações, pede uma abordagem regulatória que favoreça a inovação. As empresas alegam que a Comissão Europeia não forneceu diretrizes e padrões essenciais, incluindo um código de conduta que orientaria o cumprimento das novas regras. Essas regras estão programadas para entrar em vigor em agosto e incluem restrições a modelos de IA de uso geral e sistemas considerados de alto risco.

As empresas expressaram preocupação com a falta de clareza nas diretrizes, que deveriam ter sido publicadas anteriormente. O atraso na elaboração do código de conduta, inicialmente previsto para maio, gerou críticas. Desenvolvedores de IA e empresas de tecnologia afirmam que o código proposto vai além do que a Lei de IA exige, criando um conjunto de regras excessivamente rigoroso.

Além disso, o governo dos Estados Unidos também se manifestou, pedindo que a UE reconsiderasse o código em sua forma atual. A Lei de IA, aprovada no ano passado, visa evitar abusos da tecnologia e exige que os desenvolvedores informem como seus modelos são treinados, respeitando a legislação de direitos autorais. O descumprimento das regras pode resultar em multas de até 7% do faturamento anual das empresas.

A iniciativa para o adiamento é liderada pela ‘EU AI Champions Initiative’, que inclui empresas como SAP e Spotify, embora estas não tenham assinado a carta. A pressão por um adiamento reflete a necessidade de um equilíbrio entre regulamentação e inovação no crescente campo da inteligência artificial.

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