- CEOs de grandes empresas europeias, como ASML, Siemens e Philips, pediram à União Europeia um adiamento de dois anos na implementação da Lei de Inteligência Artificial.
- A solicitação foi feita em uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e foi assinada por representantes de mais de 45 organizações.
- Os líderes empresariais argumentam que a regulamentação atual prejudica as ambições da Europa no setor de IA.
- Eles destacam a falta de diretrizes e padrões essenciais, incluindo um código de conduta que deveria orientar o cumprimento das novas regras, que entram em vigor em agosto.
- O governo dos Estados Unidos também pediu que a UE reconsiderasse o código proposto, que é visto como excessivamente rigoroso.
CEOs de grandes empresas europeias, como ASML, Siemens e Philips, solicitaram à União Europeia um adiamento de dois anos na implementação da Lei de Inteligência Artificial (IA). Em uma carta endereçada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, os líderes empresariais argumentam que a regulamentação atual compromete as ambições da Europa no setor de IA.
A carta, assinada por representantes de mais de 45 organizações, pede uma abordagem regulatória que favoreça a inovação. As empresas alegam que a Comissão Europeia não forneceu diretrizes e padrões essenciais, incluindo um código de conduta que orientaria o cumprimento das novas regras. Essas regras estão programadas para entrar em vigor em agosto e incluem restrições a modelos de IA de uso geral e sistemas considerados de alto risco.
As empresas expressaram preocupação com a falta de clareza nas diretrizes, que deveriam ter sido publicadas anteriormente. O atraso na elaboração do código de conduta, inicialmente previsto para maio, gerou críticas. Desenvolvedores de IA e empresas de tecnologia afirmam que o código proposto vai além do que a Lei de IA exige, criando um conjunto de regras excessivamente rigoroso.
Além disso, o governo dos Estados Unidos também se manifestou, pedindo que a UE reconsiderasse o código em sua forma atual. A Lei de IA, aprovada no ano passado, visa evitar abusos da tecnologia e exige que os desenvolvedores informem como seus modelos são treinados, respeitando a legislação de direitos autorais. O descumprimento das regras pode resultar em multas de até 7% do faturamento anual das empresas.
A iniciativa para o adiamento é liderada pela ‘EU AI Champions Initiative’, que inclui empresas como SAP e Spotify, embora estas não tenham assinado a carta. A pressão por um adiamento reflete a necessidade de um equilíbrio entre regulamentação e inovação no crescente campo da inteligência artificial.
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