- A Colossal Biosciences anunciou a criação de três lobos geneticamente modificados, misturando DNA de lobos-cinzentos com genes do extinto lobo terrível.
- Os filhotes, Romulus, Remus e Khaleesi, estão se desenvolvendo bem. Romulus e Remus pesam 40,8 quilos, enquanto Khaleesi pesa 15 quilos.
- Romulus e Remus são aproximadamente 20% mais pesados que lobos-cinzentos padrão, e Khaleesi é 10% maior que lobos-cinzentos da mesma idade.
- Os filhotes nasceram em outubro de 2022, e Khaleesi nasceu em 30 de janeiro de 2023. A equipe da Colossal está monitorando a socialização entre eles.
- O projeto gerou polêmica, pois especialistas afirmam que os animais não são verdadeiros lobos terríveis, mas sim lobos-cinzentos geneticamente modificados.
A Colossal Biosciences anunciou em abril de 2023 a criação de três lobos geneticamente modificados, resultado da mistura de DNA de lobos-cinzentos com genes do extinto lobo terrível. Recentemente, a empresa divulgou atualizações sobre os filhotes, Romulus, Remus e Khaleesi, que estão se desenvolvendo bem.
Os irmãos Romulus e Remus, com cerca de seis meses, pesam 40,8 kg, aproximadamente 20% mais que um lobo-cinzento padrão. A equipe da Colossal destacou que os genes dos lobos terríveis estão se manifestando, resultando em animais maiores. Khaleesi, a irmã mais nova, pesa 15 kg e é 10% maior que lobos-cinzentos da mesma idade. A expectativa é que ela se una aos irmãos em breve, formando uma pequena matilha.
Os filhotes nasceram em outubro de 2022, enquanto Khaleesi veio ao mundo em 30 de janeiro de 2023. A equipe está monitorando a socialização entre os animais, com planos de integrá-los em um ambiente compartilhado. Matt James, diretor de Animais da Colossal, expressou entusiasmo com o progresso, afirmando que estão buscando indicadores de compatibilidade social.
Apesar do avanço, o projeto gerou polêmica. Especialistas alertam que esses animais não são verdadeiros lobos terríveis, mas sim lobos-cinzentos geneticamente modificados. A verdadeira desextinção, segundo eles, só seria possível através da clonagem, uma vez que o DNA dos lobos terríveis não se preservou adequadamente. A tecnologia utilizada pela Colossal já demonstrou potencial em ajudar espécies ameaçadas, como a clonagem de filhotes de lobo-vermelho.
Beth Shapiro, cientista-chefe da Colossal, ressaltou que os animais são lobos-cinzentos com modificações genéticas e que a denominação de lobos terríveis gera confusão. A discussão sobre ética e nomenclatura continua, refletindo a complexidade do tema da desextinção e da biotecnologia.
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