- Paris enfrenta uma onda de calor e expande sua rede de resfriamento urbano para 110 quilômetros.
- O sistema utiliza água do rio Sena e já resfriou mais de 800 edifícios desde 1991.
- A rede é a maior da Europa e visa reduzir o uso de ar-condicionado, que consome muita energia e aumenta as emissões de gases de efeito estufa.
- Atualmente, doze estações de resfriamento atendem 867 locais, incluindo o edifício da Assembleia Nacional.
- A expansão é uma resposta às crescentes demandas climáticas e busca tornar a cidade mais habitável no futuro.
Enquanto Paris se prepara para enfrentar uma onda de calor neste fim de semana, sua inovadora rede de resfriamento urbano, que utiliza água do rio Sena, se expande para 110 quilômetros. Este sistema, que já resfriou mais de 800 edifícios desde 1991, é uma alternativa sustentável ao ar-condicionado convencional.
A rede de resfriamento da cidade, a maior da Europa, foi projetada para reduzir o uso de ar-condicionado, que consome muita energia e contribui para as emissões de gases de efeito estufa. A água fria é bombeada através de tubos subterrâneos, transferindo o calor do ar para a água, sem liberar ar quente nas ruas. Segundo a Fraîcheur de Paris, responsável pela operação, essa tecnologia oferece economias significativas em eletricidade e emissões de dióxido de carbono.
A necessidade de soluções sustentáveis se torna cada vez mais urgente. Com as ondas de calor se tornando mais frequentes e intensas, a temperatura em Paris pode chegar a 50ºC até 2050, conforme alerta Raphaëlle Nayral, secretária-geral da Fraîcheur de Paris. Ela destaca que o uso excessivo de ar-condicionado pode elevar as temperaturas urbanas em até 0,5ºC e representa 7% das emissões globais de gases de efeito estufa.
Atualmente, 12 estações de resfriamento bombeiam água do Sena para 867 locais na cidade, incluindo o edifício da Assembleia Nacional. Mesmo no inverno, a água do rio pode ser utilizada para resfriar ambientes, como salas de servidores e centros comerciais. A expansão da rede é uma resposta direta às crescentes demandas climáticas e uma tentativa de tornar Paris mais habitável no futuro.
Entre na conversa da comunidade