- A C&M Software retomou parcialmente o serviço do Pix após um ataque hacker que suspendeu suas operações.
- O Banco Central autorizou a reabertura, que ocorrerá das 6h30 às 18h30 para clientes que confirmarem permissão.
- A operação será feita sob um regime controlado, com medidas de segurança como auditorias independentes.
- O ataque envolveu o uso indevido de credenciais de um cliente, comprometidas por terceiros.
- A Polícia Civil de São Paulo prendeu um funcionário da C&M, que confessou ter facilitado o acesso aos sistemas da empresa.
A C&M Software, empresa que conecta instituições financeiras ao Banco Central, anunciou a retomada parcial do serviço do Pix após um ataque hacker que suspendeu suas operações. A autorização para a reabertura foi concedida pelo Banco Central, e o serviço estará disponível das 6h30 às 18h30 para clientes que confirmarem sua permissão.
Em nota, a C&M informou que a operação do Pix será feita sob um regime controlado. A empresa destacou que adotou medidas de segurança, como auditorias independentes e reforço de controles internos. O ataque, segundo a C&M, ocorreu devido ao uso indevido de credenciais de um cliente, que foram comprometidas por terceiros mal-intencionados.
O Banco Central confirmou que a suspensão cautelar das atividades da C&M foi substituída por uma suspensão parcial. A decisão foi tomada após a empresa implementar medidas para evitar novos incidentes. As operações poderão ser restabelecidas em dias úteis, desde que haja anuência expressa das instituições participantes do Pix.
A C&M, que atende 22 clientes, incluindo bancos e cooperativas, garantiu que seus sistemas críticos permanecem operacionais. A empresa, fundada em 1999, atua como provedora de tecnologia homologada pelo Banco Central e não movimenta valores próprios. O ataque, que pode ter desviado até R$ 800 milhões, não teve confirmação oficial dos valores, e a C&M não é responsável pela titularidade dos recursos.
Além disso, a empresa registrou um boletim de ocorrência e isolou o ambiente afetado. A Polícia Civil de São Paulo prendeu um funcionário da C&M, que confessou ter sido aliciado para facilitar o acesso aos sistemas da empresa. O incidente levanta preocupações sobre a segurança no sistema financeiro brasileiro.
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