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Astrônomos identificam terceiro objeto interestelar que passa pelo Sistema Solar

Astrônomos monitoram o cometa 3I/ATLAS, que passará pela órbita de Marte a até 60 quilômetros por segundo, sem risco de colisão com a Terra.

Cometa 3I/ATLAS registrado por David Rankin, do Catalina Sky Survey, na Universidade do Arizona. (Foto: David Rankin/Saguaro Observatory)
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  • O objeto interestelar 3I/ATLAS foi detectado pelo projeto de monitoramento de asteroides Atlas, no Havaí, na terça-feira.
  • Com um diâmetro estimado entre 10 e 20 quilômetros, ele pode ser o maior já observado.
  • O corpo celeste, classificado como cometa pela União Astronômica Internacional (IAU), não oferece risco de colisão com a Terra.
  • Ele passará pela órbita de Marte a uma velocidade de até 60 quilômetros por segundo.
  • A composição do objeto ainda é incerta e ele deve se tornar mais visível até o final de outubro, sendo observável até o próximo ano.

Um novo objeto interestelar, denominado 3I/ATLAS, foi detectado na terça-feira pelo projeto de monitoramento de asteroides Atlas, no Havaí, financiado pela NASA. Com um diâmetro estimado entre 10 e 20 quilômetros, ele é considerado possivelmente o maior já observado. Astrônomos de todo o mundo analisaram os dados dos telescópios para traçar sua trajetória desde 14 de junho.

O corpo celeste, classificado como um cometa pelo Centro de Planetas Menores da União Astronômica Internacional (IAU), não representa risco de colisão com a Terra, conforme afirmou Richard Moissl, oficial de defesa planetária da Agência Espacial Europeia (ESA). O objeto passará pela órbita de Marte a uma velocidade impressionante de até 60 quilômetros por segundo, equivalente a mais de 200 mil quilômetros por hora.

Trajetória e Composição

Moissl destacou que 3I/ATLAS não está em órbita ao redor do Sol, mas sim atravessando o sistema solar, vindo do espaço interestelar e retornando para lá. A composição do objeto ainda é incerta; se for feito de gelo, pode ser menor do que as estimativas atuais, já que esse material reflete mais luz.

O objeto deverá se tornar mais brilhante e visível até o final de outubro, permanecendo observável com telescópios até o próximo ano. Essa detecção marca o terceiro objeto interestelar identificado pela humanidade, seguindo os passos de Oumuamua, descoberto em 2017, e 2I/Borisov, encontrado em 2019. A comunidade científica continua a monitorar e estudar esses visitantes cósmicos, que despertam grande interesse e curiosidade.

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