- Na cúpula do Brics, realizada no dia seis de julho no Rio de Janeiro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, discutiu a governança da Inteligência Artificial (IA).
- Lula destacou que as novas tecnologias podem aumentar as desigualdades sociais, especialmente em um país onde 26 milhões de brasileiros não têm acesso à internet.
- Ele afirmou que a adoção da Declaração sobre Governança da Inteligência Artificial pelo Brics deve garantir o uso justo e inclusivo das tecnologias.
- Outro ponto abordado foi a proposta de um estudo sobre a viabilidade de uma rede de comunicação de alta velocidade entre os países do Brics, utilizando cabos submarinos.
- Essa iniciativa visa aumentar a velocidade, segurança e soberania na troca de dados, reduzindo a dependência de tecnologias dominadas por países do hemisfério norte.
Na cúpula do Brics, realizada no domingo, 6, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou a governança da Inteligência Artificial (IA), destacando seu impacto nas desigualdades sociais. Lula enfatizou que, embora as novas tecnologias sejam essenciais, elas também geram preocupações, especialmente em um país onde 26 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à internet.
O presidente afirmou que a adoção da Declaração sobre Governança da Inteligência Artificial pelo Brics envia uma mensagem clara: as tecnologias devem ser utilizadas de forma justa e inclusiva. Ele expressou receio de que o avanço da IA se torne um privilégio de poucos países ou um instrumento de manipulação nas mãos de bilionários. Lula também ressaltou a importância da participação do setor privado e da sociedade civil nesse processo.
Rede de Comunicação de Alta Velocidade
Outro ponto importante discutido foi a proposta de um estudo sobre a viabilidade de uma rede de comunicação de alta velocidade entre os países do Brics, utilizando cabos submarinos. Essa iniciativa, já debatida por ministros de Ciência e Tecnologia do grupo, foi incluída na declaração final da cúpula. Lula apoiou a ideia, afirmando que ela aumentará a velocidade, segurança e soberania na troca de dados entre as nações.
A construção dessa infraestrutura é vista como uma forma de reduzir a dependência de tecnologias existentes, atualmente dominadas por países do hemisfério norte. A cúpula do Brics, portanto, não apenas discute a governança da IA, mas também busca soluções práticas para melhorar a conectividade e a inclusão digital entre seus membros.
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